Provérbios 24:27Prepara os teus trabalhos de fora, apronta bem o teu campo; e depois edifica a tua casa.
Provérbios 24:27
Há sessenta anos o Bulletin of the Atomic Scientists (Boletim dos Cientistas Atômicos), fundado por cientistas da Universidade de Chicago, criou o Doomsday Clock (relógio do dia do juízo). É um relógio simbólico cujo ponteiro maior se aproxima ou se afasta do número que indica a meia-noite, o momento da destruição da Terra por meio de uma guerra atômica, hoje chamada guerra nuclear. O ponteiro recua quando a tensão diminui e avança quando a tensão aumenta. Quando foi apresentado pela primeira vez, em 1947, no período da Guerra Fria, o relógio marcava sete minutos para a temível meia-noite. Quando a antiga União Soviética testou, em 1949, sua primeira bomba atômica, o ponteiro saltou de sete para três minutos para a meia-noite. Quando, quatro anos depois, os Estados Unidos testaram sua bomba de hidrogênio, o ponteiro tornou a avançar e marcou dois minutos para a hora fatídica. A marca mais distante (17 minutos para a meia-noite) aconteceu em 1991, quando a duas superpotências assinaram o Tratado Estratégico para Redução Armamentista. Depois de permanecer por cinco anos marcando sete minutos para a meia-noite, o ponteiro do Doomsday Clock avançou dois minutos no dia 17 de janeiro de 2007, marcando cinco minutos para a catástrofe. O Boletim dos Cientistas Atômicos explica que essa aproximação maior “reflete as preocupações crescentes com uma Segunda Era Nuclear, marcada por graves ameaças”. De fato, as ambições nucleares no Irã e na Coréia do Norte, os materiais atômicos sem segurança na Rússia e ex-repúblicas soviéticas, a escalada do terrorismo e os riscos de expansão da energia nuclear justificam a recente mudança do ponteiro. Além disso, os Estados Unidos e a Rússia têm mais de 25 mil armas nucleares, algumas delas prontas para lançamento. Além desses dois países, outros seis têm arsenais nucleares: China, França, Índia, Israel, Paquistão e Reino Unido. Parece que o relógio do dia do juízo desempenha o mesmo papel que a lenta construção da arca de Noé. Mas, assim como a arca não acabou com a violência nem com a corrupção globalizada nos dias de Noé, o relógio dos cientistas atômicos é mera curiosidade. A pregação escatológica do dilúvio durou 120 anos. A do Doomsday Clock já dura a metade desse tempo!
Argumento Ontológico

Santo Tomás de Aquino, na sua obra Suma Teológica ensina que Deus é o princípio e o fim de todas as coisas e que, fazendo apenas o uso da luz natural da razão a partir das coisas criadas, é possível demonstrar a Sua existência, sem ter de recorrer a nenhum outro argumento de natureza religiosa ou dogmática, para isto propõe cinco vias de demonstração de natureza exclusivamente filosófico-metafísica.
As cinco vias são provas a posteriori, que têm como ponto de partida as criaturas enquanto entes causados para se atingir como termo de chegada a necessidade da existência de Deus; são demonstrações metafísicas (causalidade do ser) e não científico-positivas (causalidade apenas dos fenômenos), mesmo partindo da experiência sensível e, aplicando o princípio da causalidade, mostram ser impossível se proceder ao infinito na cadeia de causas.
1a. via - Primeiro Motor Imóvel Nossos sentidos atestam, com toda a certeza, que neste mundo algumas coisas se movem. Tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido, e um tal ser todos entendem: é Deus. Deus é ato puro e não sofre mudança o seu Ser confunde-se com o Agir.
2a. via - Causa Primeira ou Causa Eficiente Decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. Não se encontra, nem é possível, algo que seja a causa eficiente de si próprio, porque desse modo seria anterior a si prórpio: o que é impossível. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita e não se chegaria ao efeito atual. Logo é necessário afirmar uma Causa eficiente Primeira que não tenha sido causada por ninguém. Esta Causa todos chamam Deus. Assim se explica a causa da existência do Universo.
3a. via - Ser Necessário e Ser Contingente Existem seres que podem ser ou não ser, chamados de contingentes, isto é cuja existência não é indispensável e que podem existir e depois deixar de existir. Todos os seres que existem no mundo são contingentes, isto é, aparecem, duram um tempo e depois desaparecem. Mas, nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, alguma vez nada teria existido, logo é preciso que haja um Ser Necessário e que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.
Igualmente, tudo o que é necessário tem, ou não, a causa da sua necessidade de um outro. Aqui também não é possível continuar até o infinito na série das coisas necessárias que têm uma causa da própria necessidade. Portanto, é necessário afirmar a existência de algo necessário por si mesmo, que não encontra em outro a causa de sua necesidade, mas que é causa da necessidade para os outros: o que todos chamam Deus.
Do Nada não surge e nem advém o Ser. Como se observa que as coisas existem, não pode ter havido um momento de Nada Absoluto, pois daí não se brotaria a existência de algo ou coisa alguma.
4a. via - Ser Perfeito e Causa da Perfeição dos demais Verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, o universo está ontologicamente hierarquizado - seres racionais corpóreos, animais, vegetais e inanimados) qualquer graduação pressupõe uma parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a Causa da Perfeição dos demais seres.
5a. via - Inteligência Ordenadora Existe uma ordem admirável no Universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência ordenadora, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada. Com efeito aquilo que não tem conhecimento não tende a um fim, a não ser dirigido por algo que conhece e que é inteligente, como a flecha pelo arqueiro. Logo existe algo inteligente pelo qual todas as coisas naturais são ordenadas ao fim, e a isso nós chamamos Deus.
Em seguida, disse a Tomé: ‘Aproxima teu dedo aqui e olha minhas mãos; aproxima tua mão e coloca-a em meu lado, deixa de ser incrédulo e torna-te um homem de fé.’ Tomé respondeu: ‘Meu Senhor e meu Deus!’ Jesus lhe disse: ‘Porque me viste, creste; bem-aventurados os que não viram e, contudo, creram’.” (Jo 20, 19-20.24-29)Finalizando:A aposta de Pascal
Pascal depois de tentar todo tipo de argumento em favor da fé, deu-se conta, de forma honrada, de que nenhum deles era cabalmente convincente. Foi então que forjou o famoso argumento da "aposta" válido até os dias atuais.
No parágrafo 233 de seus "Pensées" Pascal colocou a seguinte questão: "Dieu est, ou il n’est pas": "Deus existe ou não existe". Sustenta que a razão pode aduzir tanto argumentos a favor quanto contra a existência de Deus. Destarte não se consegue determinar uma resposta convincente. Como sair desse impasse? É ai que Pascal afirma: "il faut parier": "é necessário apostar". Você não tem escapatória porque, uma vez que suscitou a questão, você se encontra "embarcado nela" diz ele. A razão não sai humilhada pelo fato de ter que apostar. A aposta apresenta a seguinte vantagem: "ou você tem tudo a ganhar ou você não tem nada a perder". Portanto, a aposta é racional.
Se você afirmar "Deus existe" e Ele de fato existe, você tem tudo a ganhar, a vida e a eternidade Se você afirmar "Deus não existe" e Ele de fato não existe, você não tem nada a perder: o sentido da vida e eternidade eram meros devaneios. Então é racional, aconselhável e justo que você afirme "Deus existe" e assim você tem tudo a ganhar.
Fontes de Consulta: Bíblia Sagrada; Wikipedia; Adital(Leonardo Boff)
Um homem muito rico morreu e foi recebido no céu. Um anjo levou -o por várias ruas e foi mostrando-lhe as casas e moradias. Ao passarem por uma linda casa com belos jardins o homem perguntou:
( Aline Barros)