Poeta é Deus

Eterno é Deus,
Tudo o mais é uma folha de alfazema
Que o vento leva no doce perfume da açucena,
Águas passadas nas longas braçadas do moinho,
Leve desenho na pena de um livre passarinho.

Eterno é Deus,
E o resto é a sombra de uma nuvem
Sobre a corrente das águas que de repente surgem
E prontamente se escoam na sequidão da terra,
Um pensamento, uma flecha do arqueiro, quando erra.

Poeta é Deus,
Sou apenas o verso de um poema.
Ele é palavra, eu sou o desejo de um fonema,
Verso branco, breve
À espera do seu tema.

Eterno é Deus,
Tudo o mais é uma gota de sereno
Que de manhã cobre a folha da grama no terreno.
Ao meio-dia é apenas lembrança pouca e vaga,
É trilha incerta, é uma estrada deserta e ensolarada.

Poeta é Deus,
Sou apenas poeira do caminho.
Ele é o rio que me leva assim, devagarinho,
Pela vida afora, nunca mais sozinho.

Gladir Cabral(publicada no Boletim IPI-Paraíso)

Maria Braga


O MG Tv atualizou ontem os dados da violência em Minas Gerais. O que todos nós já sabíamos, como disse a própria repórter, esta aumentou consideravelmente. O MG nem precisava noticiar, vi de perto essa violência .
Na minha igreja tinha uma senhora sorridente, amiga de todos, conhecida por todos, 77 anos. Há algum tempo vinha se queixando das dores próprias da idade mas sempre sorrindo e nos abraçando. Como fiquei muito tempo longe da igreja, há uns dois domingos atrás quando me viu, disse, sorrindo como sempre: como vai irmã? A irmã estava sumida. Sorri de volta e entrei no templo. Desde ontem essa imagem não me sai da cabeça. É como me lembrarei dela,porque na terça feira, essa senhora de 77 anos, foi brutalmente assassinada dentro de sua própria casa.
Estou indignada!!! O meu único consolo  éque nada foge ao controle de Deus. Ficamos sem nossa irmã. De maneira bruta e estúpida nem pudemos nos despedir dela, mas com certeza os céus se alegraram. A irmã Maria Braga chegou! Podemos pensar que talvez ela estivesse falando de Jesus à pessoa que a matou. Não sabemos agora. Saberemos na glória.
Seu sorriso ficará para sempre, suas perguntas e interrupções durante o culto, seu carinho conosco ficará também. Meu coração sente profundamente. Até mais irmã, breve nos veremos. 
Soli Deo Gloria.

Para Pensar

Se conseguir aprender a focalizar o que tem, sempre verá que o universo é rico; você terá mais. Se você se concentrar sobre o que não possui, nunca terá o suficiente. Oprah Winfrey(Seleções)

Fim de ano


Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; 1 Samuel 15. 22b.
Bom dia! Tarefa difícil falar para os colegas, mas fico feliz por isso. Acho que poderia falar de Deus umas 24 horas seguidas, mas não se preocupem, não vou fazer isso.rsrsrs.. Vou procurar ser bem objetiva. É só uma reflexão que gostaria de fazer com vcs nesse fim de ano.
Esse foi um ano difícil. Mais difícil pra uns, do que  para outors. No entanto  estamos aqui para comemorar mais um Natal e com a ansiedade do ano novo  Melhor ainda, férias,embora  eu nem possa falar nisso. Afinal fiquei de férias quase o ano todo. Rsrsrs.. Enfim, importa que estamos aqui
Pessoas imperfeitas, em um mundo imperfeito tentando fazer coisas boas. Coisas que toquem o coração das pessoas. Tenho certeza de que cada um deu o  melhor de si e agora no final fica aquela sensação: será que eu poderia ter feito mais? Poderia ter sido melhor? Estamos sempre nos cobrando como se pudéssemos alcançar a perfeição. Infelizmente não podemos ser perfeitos, não da forma que pensamos, não por nós mesmos. Mas em Cristo podemos ser perfeitos. Alias esse é um mandamento do próprio Senhor Jesus. “Sede Perfeitos.”Esse sim é perfeição.  E sabendo das nossas imperfeições e fraquezas us enviou seu filho para nos ajudar, para nos dar uma mão nas nossas necessidades. Não precisamos fazer muita força. Precisamos acreditar e pedir a esse Deus que nos ajude a fazer o que é certo.
Quando um pai pede ao filho que  obedeça uma ordem sua: por exemplo, que não saia na rua depois de dez horas da noite. Qual a força que esse filho tem que fazer?  A maior força que ele tem que fazer é a de abandonar sua vontade de sair e obedecer ao seu pai. Se ele fizer o para casa, lavar as vasilhas para mãe, cuidar do irmãozinho, isso tudo pode ser bom, mas se ele não cumprir a  ordem do pai terá valido todo sacrifício que ele fez? Penso que não.  O pai apenas espera que ele seja obediente e não depois das 10 horas. Assim como Deus espera que nós sejamos  obedientes
Somos assim. Queremos fazer um milhão de coisas para Deus , mas não fazemos aquilo que ele nos pede. E o que ele nos pede, que amemos uns aos outros, que perdoemos uns aos outros, que respeitemos uns aos outros, que não falemos mal dos outros e vai por aí a fora. Valores que tentamos ensinar aos nossos alunos e as vezes temos tanta dificuldade em cumprir.  É assim como obedecer ao pai e não sair a noite.Porque não sair a noite? Porque tenho que obedecer? pergunta o filho. Porque o pai sabe o que é melhor para o filho.
Assim como o filho precisa aprender a obedecer e a confiar no pai, precisamos aprender obedecer a Deus. E obedecer significa amar, ajudar, perdoar, suportar, ser paciente,amoroso. Mas tem hora que não dápara fazer isso, vc vai dizer. Não importa. Ai é que entra Deus. Peça ajuda ,ou vc não pode pedir ajuda a Deus? Ele diz que se o buscarmos ele não vai nos deixar sem resposta. E o bom é que aquilo que falamos com Deus, fica só entra nós. Ele não é fofoqueiro
Vejo que mais que do nunca precisamos dessa ajuda, de clamar a Deus para que ele nos socorra. Ele já fez tudo que precisava fazer. Jesus já veio e nos revelou Deus o Pai. Mostrou com sua mansidão como devemos obedecer. Ele foi obediente ate a morte e morte de cruz. Vc nem vai precisar ir para a cruz. Rsrsrs... “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”João 3:16
A única coisa que precisamos fazer é obedecer. Fazer o Jesus nos pede. Ele fala por Deus.Vc vai dizer de novo eu não sou perfeito. Não precisa, o que ele nos pede para fazer ele nos ajuda.
Acredito que podemos fazer do nosso ano de 2012 um ano melhor se formos um  pouco mais obedientes. Sei que todos sabemos o que Deus quer de nós. A nossa alma tem sede de Deus e e em nosso coração sabemos o que precisamos fazer. Vamos deixar  Jesus nascer em nosso coração  e crescer dentro dele  para que possamos obedecer a Deus.
Existe maior alegria para um pai do que ver seu filho bem tratado, bem recebido , bem amado. Imagine a alegria de Deus ao olhar para nós nesse fim de ano e ver que o filho dele não ficou só nas palavras de boas festas, na comida gostosa, no vinho,  nos presentes, mas ficou  aconchegado em nosso coração e nos o ouvimos falar: Ame, ame, ame. Perdoe, perdoe, perdoe.  Porque Deus diz, eu amo cada um de vcs, assim como vc é.  Eu mandei Jesus porque te amo.  Me obedeça.
Eu quero contar uma historia para refletirmos sobre nos mesmos.
O velho pinheiro
Um dia, diante da velha árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que "conseguisse ver o pinheiro na posição correta".
Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria "enxergar o pinheiro na posição correta"?
O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista. Ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso que, ver aquela árvore em sua posição correta, era "vê-la como uma árvore torta".
Só isso!
Nós temos, em nós, esse jeito, essa mania de querer "consertar as coisas, as pessoas, e tudo o mais" de acordo com a nossa visão pessoal. Quando olhamos para uma árvore torta, é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é.
Se você tentar "endireitar" a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer, por isso é fundamental aceitá-la como ela é.
Existe uma velha canção que diz: “é meu somente meu todo trabalho e o teu trabalho é confiar em mim”
Aos meus colegas de trabalho.Jesus te abençoe.  Vamos orar: Pai eterno e bondoso, fico feliz em ser do jeito que sou e deixar todo o trabalho de perfeição para que tu realizes em mim. Assim não preciso ficar cobrando dos outros, porque sei que cuida de todos nós. Ajuda-me a te obedecer e assim mostrar tua face àqueles que dela necessitam. Em nome de Jesus. Amém.




Mansidão é a perfeita chave para o coração das pessoas
 
 Certa vez um rapaz acompanhava um amigo cristão à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o cristão sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro. Quando os dois amigos desciam pela rua, o amigo cristão perguntou:
- Ele sempre te trata com essa grosseria?
- Sim infelizmente é assim..
- E você é sempre tão polido e amigável com ele?
- sim, sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você?
- Porque eu não quero que ele decida com eu devo agir.
A implicação desse dialogo é que a pessoa inteira é o seu próprio dono, que ela não deve se curvar diante de qualquer vento que sopra; ela não está à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são ambientes que a transformam, mas ela que transforma os ambientes.
A vida humana tem suas leis, e uma delas é: devemos usar as coisas e amar as pessoas. (autor desconhecido)

Felicidade para Freud e Lewis





NEFF, David. Dois gigantes intelectuais frente a frente; entrevista com Armand Nicholi. Ultimato. set./out. 2005. ed. 296.

SOS CONTRA O INFANTICÍDIO NA AMAZÔNIA, Bráulia Ribeiro *

O aviãozinho sacudiu por cima da selva imensa por mais de duas horas até chegarmos ao local. Parecia impossível pousar porque uma nuvem de chuva teimava em cima, escurecendo a visão do piloto para a pista precária. Rodeamos o lugar até que uma lufada de vento levou a nuvem para a direita e a pista e a pequena aldeia se fizeram visíveis.

Os indígenas são miúdos, não com uma magreza doentia, mas com um jeito mignon, bonito. Os cabelos, pintados com amoníaco, e as roupas imundas costuradas e recosturadas mal protegem contra os insetos que circulam furiosamente em nuvens. A aparência da vila é semelhante à da periferia de algum centro urbano, com os troncos e folhas secas de palmeira que formam a estrutura das casas misturando-se a restos de madeira e alumínio.

Vários homens e mulheres nos rodearam de uma só vez, saudando nosso tradutor e o piloto, contando histórias, querendo conhecer os novos visitantes. É sempre um momento alegre a chegada de gente num lugar tão isolado. As mulheres mais velhas esfregam as mãos no meu rosto e cabelo, num gesto de carinho. Assim que descobrem o que viemos fazer começam a falar de uma vez só e nos apontam uma mulher jovem segurando uma filhinha no cangote e mais dois nas pernas, em pé a poucos metros do avião.

– A filha dela se chama Kavani, diz a senhora. Kavani quer dizer “a enterrada”. Ela pariu já direto na cova, porque é solteira e o bebê era filho de ninguém. Ela enterrou, bateu bem os pés sobre a cova e saiu. Mas nós – e aí três mulheres mais velhas se adiantam – ouvimos a menina gritar por muitas horas e ficamos com pena. Viemos aqui e a desenterramos. Uma mulher que tinha leite amamentou por uns dias até que a mãe recebeu a menina de volta.

Esta foi a primeira história de muitas. Meninos e meninas recém nascidos ou de dois, três anos, rejeitados porque eram magros, porque a pedra do pajé (**) disse que não eram gente, porque choravam demais, porque eram filhos de mãe solteira, porque nasceram com alguma deficiência. Visitamos os túmulos, duas covas rasas, quando uma está cheia ou recente se usa a outra. Depois de um tempo ouvindo as narrativas, os nomes e idades das crianças já não importavam mais, e os pés batendo na terra meio oca, a mímica das variadas maneiras usadas para matar pareciam um balé surreal. Parecia não haver uma única família na aldeia que não tivesse matado.

O caso mais recente nos interessava mais, por estar pendurado por fio de esperança. Um menino de pouco mais de um ano com síndrome de Down que já havia sido hospitalizado algumas vezes por desnutrição estava com a vida ameaçada. Depois de penosas remoções para a cidade, quase sete dias num barquinho, o menino de volta já apresentava o mesmo aspecto magro, a pele enrugada de desidratação. O tradutor nos diz que os pais são compelidos a não alimentá-lo, e os outros índios confirmam. Ele não tem o Down muito evidente, as mãos são normais, só o triângulo no rosto e as orelhas o denunciam, isto lhe protege da morte imediata. Ele não será enterrado vivo. Será sujeito à desnutrição total e ao ostracismo emocional até que morra “naturalmente”.

Depois de várias horas e um sem-número de confissões, algumas catárticas, outras tão displicentes que beiravam o cinismo, voamos embora antes que a tormenta tropical que se avizinhava nos impedisse de voltar. Para nossa pesquisa, a viagem foi um “sucesso”. Não havia tabu algum naquela tribo em relação a nos permitir documentar o assassinato contínuo de crianças. Mas ao deixá-los cada vez menores na pequena faixa desmatada no meio do oceano de floresta meu coração congelou-se como uma pedra.

De todas as questões indígenas no Brasil de hoje a mais negligenciada é o infanticídio. Matematicamente falando qualquer questão social só é compreendida ou até passível de discussão se isolada do universo de problemas que a envolvem. Uma equação matemática é resolvida pedaço a pedaço até se encontrar a solução total, isolando-se as partes. Quando falamos de infanticídio várias questões se aglutinam ao assunto confundindo a verdadeira equação. Problemas sociais confusos acabam tornando-se insolúveis em nossas mentes e nos conduzindo à passividade conformada. Fala-se do direito das minorias de manterem suas culturas, fala-se da arrogância ocidental em tentar estabelecer padrões de comportamento universais, fala-se da fragilidade das tribos e de sua incapacidade de manter intactas suas culturas. Cria-se uma nuvem de argumentos difusos para obscurecer a questão.

O termo jurídico correto para o que acontece é infanticídio, já que o ato de matar o bebê não é causado pelo estado puerperal da mãe, mas por pressão cultural. O problema do infanticídio não é cultural, não é histórico, tampouco é uma questão de autonomia cultural ou política das tribos. É uma simples questão de direitos humanos. O fato de serem “portadores” de uma cultura distinta da nossa, ou herdeiras de um patrimônio cultural ameaçado, não torna as crianças vítimas menos humanas. A fragilidade das culturas em questão não pode tornar suas crianças nem seus adultos meras propriedades deste “patrimônio” humano que é a cultura.

Existe o coletivo tribal, uma realidade étnica e lingüisticamente definida. Mas sem o indivíduo humano estas culturas não existem. Tribos indígenas são compostas de gente. E estes indivíduos a que chamamos gente têm o valor de sua vida pré-definida para qualquer país do mundo.

A história e o senso comum nos obrigam a estabelecer parâmetros universais para o valor da vida humana e a estabelecer um chão onde construímos até o conceito de tolerância. Tolerância à diversidade cultural humana não é aceitação total a quaisquer hábitos e costumes diferentes culturalmente dos nossos. Não pode ser assim historicamente e não pode ser no contexto político-jurídico de um país que se diz livre e que respeita o Estado de Direito. Ao ignorarmos o direito fundamental, o direito à vida que as crianças deste país têm, indígenas ou não, abrimos um precedente perigoso que mais tarde pode determinar nosso próprio fim, quem sabe para o extermínio legitimado legal e obrigatório socialmente que em poucos anos tomou forma na Alemanha nazista.

A discussão acerca do infanticídio praticado pelas tribos indígenas com a conivência das agências governamentais, antropólogos e muitos outros não é uma discussão ideológica. Não estamos falando da beleza da preservação de culturas pré-colombianas, nem da base político-ideológica para a prática indigenista do governo brasileiro. Um brasileiro não se torna mais legítimo quando pratica o incesto e o abuso sexual e tira a virgindade de sua filha, de acordo com um ditado tão comum no sertão: “Não planto bananeiras para outros colherem o cacho.” Um homem brasileiro não se torna mais culturalmente adequado ou mais macho ao praticar violência contra sua esposa porque “mulher de malandro gosta de apanhar”, ou porque “a única mulher que andou na linha o trem matou.” Cultura de índio é cultura de gente, e como tal tem aspectos bons e aspectos terríveis e tanto as mudanças endógenas ou as que acontecem pela fricção de culturas são naturais, fazem parte da natureza da cultura.

O diálogo que temos que ter como sociedade neste momento é como assegurar que o valor intrínseco destas vidas humanas não seja abusado ou ignorado. Os direitos destes cidadãos devem ser garantidos como os de qualquer outro, pela constituição brasileira, pelo ECA, pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, do qual o Brasil é signatário. O que a sociedade majoritária, “hospedeira” destas micro-etnias tem que fazer para proteger os direitos destes indivíduos indefesos que fazem parte dela? Sem indivíduos para perpetuá-las não há nação, etnia, língua ou cultura que sobreviva.

Estas crianças são nossa responsabilidade. A crueldade do ato do infanticídio, as implicações danosas para a própria tribo, a transgressão que ele representa ao direito elementar da vida, garantido a todos os brasileiros, anula qualquer direito coletivo que aquela cultura tenha de perpetuá-lo.

Meu coração de pedra voa novamente para a vilazinha onde o menino com síndrome de Down está morrendo à míngua. É uma morte lenta, mas certa. A não ser que façamos alguma coisa por ele. Sua própria família ou tribo não fará. Tem sido assim para eles e vai continuar sendo sempre.



(*) Bráulia Ribeiro, etno-linguista. Lider de Jocum Brasil durante muitos anos e atualmente no Havaí.

(**)

 a autora já nos retratou o caso pungente da pequena Tititu


PS. Poucos meses depois de minha viagem o menino Down foi retirado por avião com os pais para a cidade de Porto Velho a pedido da FUNASA. Em estado grave, ficou hospitalizado por quase dois meses e depois liberado sob a vigilância do conselho tutelar para o Lar do Bebê, uma moradia governamental temporária, onde pode se recuperar melhor. Os pais visitaram o bebê diariamente com a ajuda da ONG onde trabalho, e ao fim de quase cinco meses foram considerados aptos a receber o menino de volta e retornar à aldeia. Até onde eu sei Xikuirivi o alegre bebê Down ainda está vivo e saudável.

(Extraído do blog Fernando Massote - artigo de maio de 2009).
Onde está o direito a vida estabelecido pela constituição e pelo Direitos Humanos Como foi dito, esse não é o unico caso. O debate em relação aos indígenas ainda não acabou. A preservação de culturas tem o direito de restringir o direito á vida?  

A correria do dia-a-dia e a Bíblia

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