Missões nos dias de hoje


Essa é uma carta informativa de uma missionaria da Jocum.
Palavras de encorajamento para a Igreja e todos aqueles que se encontram no campo missionário.

O conceito de missionário (a) tem começado a se tornar comum no contexto cristão no Brasil. Estamos vivendo um grande despertar para o mesmo. Temos realizado muitas conferências missionárias, muitos projetos, novas agências de missões se levantando em diferentes partes do mundo, muitas igrejas estão enviando, confiando e abrindo seus escritórios de missões.
Tenho visto no campo, missionários entre 18 a 80 anos. Muitos jovens têm se despertado, casais, famílias, pessoas avançada em idade e até mesmo crianças e adolescentes tem doado suas férias escolares para realizar missões. E dessa forma missões esta sendo realizado de tempo integral em diferentes partes do mundo, a curto, médio e longo prazos. Isso é magnífico! Essa grande avalanche chamada Missões faz parte do cumprimento da promessa, os Céus têm pressa, e esse despertar é como o grito dos anjos anunciando como está próxima a volta de Jesus. Diante de tudo isso, temos uma grande responsabilidade de honrar a Deus ac­ima de tudo e vivermos dígnos de ser­mos chamados missionários. Se per­dermos o foco do significado de ser um missionário desfaleceremos. Mas qual o significado de ser missionário? O que é ser um verdadeiro missionário?
No livro de Atos dos apóstolos aprendemos muito com os relatos de Paulo. Após a crucificação e a GLORIOSA RESURREIÇÃO de JESUS CRISTO, os apóstolos foram os primeiros missionários contidos nos relatos bíblicos do novo testamento. E se lermos bem chegaremos à conclusão do que é ser um verdadeiro missionário.
Eles eram portadores da Verdade dispostos a levar a mensagem de Cristo a todos os lugares habitados da terra. Foram viajantes por terra, andaram muitos quilômetros e por vários dias, e também por mar e até naufragaram algumas vezes. Eles não tinham sustento fixo e nem conta bancária com cartões de crédito para a hora do sufoco. Eles foram excluídos pelos seus, rejeitados, prisioneiros, açoitados, apedrejados, decapitados, cerrados, crucificados, taxados como blasfemadores e até mortos. Isso nos ensina que ser um mis­sionário e renunciar a própria vida para que outros encontrem a Vida (I Jo 3:16). Jesus é o caminho, a verdade e a vida, e Ele mesmo foi um missionário, e plan­tou isso também nos corações dos seus discípulos. Foi algo tão impactante que até hoje colhemos esses frutos. E necessário se entregar e depender totalmente de Deus. Mas sabemos que não parou por aí, com os anos o evangelho foi se expandindo, vimos que muitos missionários de épocas também viveram nessa entrega total. Deixaram tudo por povos transculturais, passando vários anos no meio deles, apre­ndendo a língua, comendo com eles e como eles, se escondendo, fugindo, contrabandeando bíblias, pioneirando agências missionárias e iniciando igrejas. São inúmeras as obras realizadas, mais eles permaneceram. Os desafios, na verdade, eles sempre vão existir mas claro que cada tipo de desafio relacionado a sua época. Nos dias de hoje, por exemplo, na era do facilitarismo, onde tudo se consegue rápido e sem muito esforço. Nós missionários mesmo com tantas conquistas e facilidades como avião, carros, conta bancária, sus­tento fixo e muitos intercessores. Não podemos perder a dependência total em Deus, passando a confiar na criatura do que no Criador. Creio fielmente que tudo que temos hoje é por causa do preço que muitos missionários pagaram antigamente. Ser missionário não significa apenas assinar o nome no final das nossas cartas informativas. Temos que viver realmente para o que fomos chamados custe o que custar, a entrega e dependência jamais poderá ser substituída pela época presente.
Jesus pagaram o preço os apóstolos, e muitos pastores e missionários também o fizeram, continuemos a viver o verdadeiro significado da vida missionária para que o mundo saiba que Jesus Cristo é o Senhor.
Tenha orgulho de dizer “Eu sou missionário”, mas antes de dizer tenhamos coragem de viver como um Missionário. Um dia Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo em terra, não morrer fica ele só, mas se morrer produz muitos frutos.” Jo. 12:24.
Para que outros colham, a questão não é viver e sim morrer.

Um grande abraço e fiquem na paz. Lílian Bertoldo

Jesus e a Política - Frei Betto


Não há nada mais político do que dizer que a religião nada tem a ver com a política
(Desmond Tutu-bispo sul-africano e prêmio Nobel da Paz)

Na América Latina, não se pode separar fé e política, assim como não seria possível fazê-lo na Palestina do século I. Na terra de Jesus, quem detinha o poder político, detinha também o poder religioso. E vice-versa. Talvez soasse estranho, hoje, a certos ouvidos religiosos introduzir a leitura do Evangelho falando de Clinton e Nelson Mandela, Felipe Gonzaléz e François Mitterand. No entanto, ao introduzir-nos nos relatos da prática de Jesus, Lucas primeiro nos situa no contexto político, informando que "já fazia quinze anos que Tibério era imperador romano. Pôncio Pilatos era governador da Judéia, Herodes governava a Galiléia e seu irmão Felipe, a região da Ituréia e Traconites. Lisânias era governador de Abilene. Anás e Caifás eram os presidentes dos sacerdotes" (3, 1-2).
Foi sob o símbolo da cruz que a colonização ibérica na América Latina promoveu o genocídio de 30 milhões de indígenas e o saque das riquezas naturais. Sob a silenciosa cumplicidade da Igreja católica, mais de 10 milhões de negros foram trazidos da África, como escravos, para o nosso continente. Com a conivência das Igrejas cristãs, instalou-se em nossos países o sistema burguês de dominação capitalista. Portanto, não se trata de vincular fé e política somente quando se refere ao atual processo eleitoral.
O fato de que fé e política estejam sempre vinculados em nossas vidas concretas, como seres sociais que somos - ou animais políticos , na expressão de Aristóteles - não deve constituir uma novidade senão para aqueles que se deixam iludir por uma leitura fundamentalista da Bíblia, que pretende desencarnar o que Deus quis encarnado. A fé é um dom do Pai a nós que vivemos neste mundo. No Céu, nossa fé será vã, pois veremos a Deus face a face. Portanto, a fé é um dom politicamente encarnado, que tem razão de ser nesta conflitividade histórica, na qual somos chamados, pela graça, a distinguir o projeto salvífico de Deus.
Nem mesmo em Jesus é possível ignorar a íntima relação entre fé e política, ainda que, para alguns cristãos, pareça estranho aplicar certas categorias Àquele que nos assegura, por sua ressurreição, a vitória, em última instância, da vida sobre a morte e da justiça sobre a injustiça. Que Jesus tinha fé o sabemos pelos textos que falam dos longos momentos que ele passava em oração (Lucas 4, 16; 5, 16; 6, 12). Ora, só quem necessita aprofundar sua fé entrega-se ao encontro orante com o Pai. A oração é para a fé o que o adubo é para a terra ou o gesto de carinho para o casal que se ama. O Evangelho nos fala até mesmo das crises de fé de Jesus, como as tentações no deserto (Mateus 4, 1-11; Marcos 1, 12-13; Lucas 4, 1-13) e o abandono que ele sentiu na agonia no horto das oliveiras (Mateus 26, 36-46; Marcos 14, 32-42; Lucas 22, 39-46).
Há quem insista que Jesus se restringiu a comunicar-nos uma mensagem religiosa que nada tem de política ou ideológica. Tal leitura só é possível se reduzimos a exegese bíblica à pescaria de versículos, arrancando os textos de seus contextos. Não é só o texto que revela a Palavra de Deus, mas também o contexto social, político, econômico e ideológico, no qual se desenrola a prática evangelizadora de Jesus. Todos nós, cristãos, somos inelutavelmente discípulos de um prisioneiro político. Mesmo que na consciência de Jesus houvesse apenas motivações religiosas, sua aliança com os oprimidos, seu projeto de vida para todos (João 10, 10), tiveram objetivas implicações políticas. Por isso ele não morreu na cama, mas na cruz, condenado à pena de morte. Já na introdução de seu evangelho, Marcos mostra como as curas operadas por Jesus - o homem de espírito mau, a sogra de Pedro, os possessos, o leproso, o paralítico, o homem de mão aleijada - desestabilizaram de tal modo o sistema ideológico e os interesses políticos vigentes, que levaram dois partidos inimigos - o dos fariseus e o dos herodianos - a fazerem aliança para conspirar em torno de "planos para matar Jesus" (3, 6). Assim, vê-se que as implicações políticas da ação salvífica de Jesus tornaram-se tão graves e ameaçadoras, que induziram Caifás, em nome do Sinédrio, a expressar que era "melhor que morra apenas um homem pelo povo do que deixar que o país todo seja destruído" (João 11, 50).
E como situar, no contexto da Palestina do século I, a questão ideológica? Lucas registra que "Jesus crescia tanto no corpo como em sabedoria" (2, 52). Era pois um homem de seu tempo e que, segundo Paulo, "pela sua própria vontade abandonou tudo o que tinha e tomou a natureza de servo e se tornou semelhante ao homem" (Filipenses 2, 7). A divindade de Jesus não transparecia por uma consciência que pudesse emergir completamente de seu contexto cultural e sobrepairar, onisciente, acima do tempo e do espaço. Tal possibilidade adequa-se à imagem grega de deus e não à imagem bíblica. Jesus era Deus encarnado e possuía a mesma natureza do Pai. Ora, para o Novo Testamento, "Deus é amor. Quem vive no amor vive em união com Deus e Deus vive em união com ele" (1 João 4, 16). Portanto, Jesus era Deus porque amava assim como só Deus ama. E nisto consiste a nossa imagem e semelhança com Deus: é divina a natureza de todo amor de que somos capazes. E o somos como abertura a Deus, que nos habita mais profundamente do que o nosso próprio eu, e nos faz acolher o próximo. No entanto, nossa consciência, como a de Jesus, permanece tributária de nosso lugar social e de nosso tempo histórico. Em Jesus, Deus acolhe preferencialmente os oprimidos, em cujo lugar social se encarna e a partir do qual anuncia a universalidade de sua mensagem de salvação. Não há pois neutralidade. Jesus assume a ótica e o espaço vital dos pobres. Seu ponto de vista é a vista situada a partir de um ponto, o da Promessa que ressoa como bem-aventurança aos que injustamente foram privados da plenitude da vida.
Há também em Jesus um vínculo profundo entre sua fé e a ideologia apocalíptica, que o fez esperar com tanta expectativa a eclosão do Reino de Deus ainda para a sua geração (Marcos 9, 1). Muitos exegetas estão de acordo que a crise maior de Jesus foi constatar que não haveria coincidência entre seu tempo pessoal e seu projeto histórico. O Reino, que se antecipou em sua vida e ressurreição, exigiria a Igreja como sacramento histórico capaz de anunciá-lo, testemunhá-lo e prepará-lo na acolhida do dom de Deus.


Sem lugar para preguiçosos

Provérbios 24:27
Prepara os teus trabalhos de fora, apronta bem o teu campo; e depois edifica a tua casa.

De acordo com a palavra de Deus, o Senhor trabalha até agora, tomo isso como exemplo de que devemos trabalhar também. Não existe lugar para preguiçosos na Bíblia.
Tres são os principios contidos nesse proverbio.
1."Cuida dos teus negócios lá fora”- A idéia por trás desta afirmação é que os negócios que trazem o sustento diário e imediato da família estivessem em ordem, para que eles continuassem garantindo o sustento. Garantir o sustento exige trabalho contínuo. Sair para trabalhar todos os dias. Compromisso.
2."Apronta sua lavoura no campo” A lavoura aqui é o campo preparado para a semeadura daquilo que será colhido na próxima temporada. Uma semeadura em um campo que é preparado para garantir o sustento futuro, não para garantir o presente. Um semente que se planta hoje só poderá ser colhida meses depois. A colheita nunca é imediata.
3."Edifica a tua casa“- Aqui cabem dois significados:a)após executar os dois primeiros princípios o homem deverá pensar em constituir família b) depois de cuidar do dia-a-dia do seu sustento através de seus negócios, ele vai cuidar dos seus filhos e esposa, edificando o seu lar.
Viver exige trabalho. Trabalho árduo.

No ar novamente


Vocês que se acostumaram a ver algumas notícias e reportagens selecionadas no meu blog, devem estar pensando que eu desisti de postar. Nada disso! Muita correria. Muito trabalho. Claro que também um certo desânimo de Internet. Acho que as vezes a gente fica meio ressaqueada da rede e tem que dar um tempo. Foi o que me aconteceu. Pois entâo estou de volta. Espero postar algumas coisas minhas nessa nova fase. Sei que tenho sido bastante impessoal. Justifico, entretanto, que o propósito maior desse humilde espaço é contribuir para expansão do evangelho. Se eu puder vou fazer mais.
É isso aí queridos amigos e irmãos, regressamos. Que Deus nos abençoe a todos com seu infinito amor. Bjão

Biografia de Dietrich Bonhoeffer(1906 - 1945)

Wer Bin Ich? Quem Sou Eu?
Dietrich Bonhoeffer

Quem sou eu?
Freqüentemente me dizem
Que saí da confinação da minha cela
De modo calmo, alegre, firme,
Como um cavalheiro da sua mansão.
Quem sou eu?
Freqüentemente me dizem
Que falava com meus guardas
De modo livre, amistoso e claro
Como se fossem meus para comandar.
Quem sou eu? Dizem-me também
Que suportei os dias de infortúnio
De modo calmo, sorridente e alegre
Como quem está acostumado a vencer.
Sou, então, realmente tudo aquilo que os outros me dizem?
Ou sou apenas aquilo que sei acerca de mim mesmo?
Inquieto e saudoso e doente, como ave na gaiola,
Lutando pelo fôlego, como se houvesse mãos apertando minha garganta,
Ansiando por cores, por flores, pelas vozes das aves,
Sedento por palavras de bondade, de boa vizinhança
Conturbado na expectativa de grandes eventos,
Tremendo, impotente, por amigos a uma distância infinita,
Cansado e vazio ao orar, ao pensar, ao agir,
Desmaiando, e pronto para dizer adeus a tudo isto?
Quem sou eu?
Este, ou o outro?
Sou uma pessoa hoje, e outra amanhã?
Sou as duas ao mesmo tempo?
Um hipócrita diante dos outros,
E diante de mim, um fraco, desprezivelmente angustiado?
Ou há alguma coisa ainda em mim como exército derrotado,
Fugindo em debanda da vitória já alcançada?
Quem sou eu?
Estas minhas perguntas zombam de mim na solidão.
Seja quem for eu, Tu sabes, ó Deus, que sou Teu!

Impossível falar em cristianismo nos dias atuais sem nos lembrarmos desse jovem. Sua força e coragem, frente a um regime tão brutal como o nazismo, nos faz pensar em como praticamos um evangelho fraco e longe daquilo que podemos fazer para o Senhor. Um mártir com certeza, como já foi muitas vezes falado.
Um exemplo a ser seguido em termos de fé. Um jovem para ser lido e pensado.
Nascido em Breslau em 4 de fevereiro, filho de um Psiquiatra de classe média alta. Quando jovem decidiu-se seguir a carreira pastoral na Igreja Luterana, doutorou-se em teologia na Universidade de Berlim e fez um ano de estudos no Union Theological Seminary em Nova York e tornou a Alemanha em 1931.
Bonhoeffer foi um dos mentores e signatários da Declaração de Bremen, quando em 1934 diversos pastores luteranos e reformados, formaram a Bekennende Kirche, Igreja Confessante, rejeitando desafiadoramente o nazizmo: "Jesus Cristo, e não homem algum ou o Estado, é o nosso único Salvador".
Obviamente o movimento foi posto em ilegalidade e em Abril de 1943 foi preso por ajudar judeus a fugirem para a Suícça. Levado de uma prisão para outra, em 9 de abril de 1945, três semanas antes que as tropas aliadas libertassem o campo, foi enforcado, junto com seu irmão Klaus, e cunhados Has von Dohnanyi e Rudiger Scheleicher.
Sua obra mais famosa, escrita no período de ascenção do nazismo foi "Discipulado" (Nachfolge) na qual desenvolve a polêmica acerca da teologia da graça, fundamento da obra de Lutero. O livro opõe-se a ênfase dada à "justificação pela graça sem obras da lei", afirmando que a graça barata é inimiga mortal de nossa Igreja. A nossa luta trava-se hoje em torno da graça preciosa que é um tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende tudo que tem (...) o chamado de Jesus Cristo, ao ouvir do qual o discípulo larga suas redes e segue (...) o dom pelo qual se tem que orar, a porta a qual se tem que bater. Destas linhas já se denota o profundo "fazer teológico poético" que tanto caracteriza a obra de Bonhoeffer.
Quando já estava sendo perseguido pelo nazismo, Bonhoeffer escreveu um tratado considerado por muitos uma das maiores obras primas do protestantismo, que denominou simplesmente "Ética". É nesta obra que ele justifica, em parte, seu engajamento na resistência alemã anti-nazista e seu envolvimento na luta contra Adolf Hitler, dizendo que "É melhor fazer um mal do que ser mal".
Suas cartas da prisão são um exemplo de martírio e também um tesouro para a Teologia Cristã do século XX.
Livros de sua autoria publicados no Brasil
Ética, Editora Sinodal, 2005

Discipulado, Editora Sinodal, 2004
Resistência e Submissão: Cartas e Anotações Escritas na Prisão, Editora Sinodal, 2003

Tentação, Editora Sinodal, 2003
Vida em comunhão, Editora Sinodal, 1986

Livros sobre Bonhoeffer publicados no Brasil
Dietrich Bonhoeffer: cristianismo e testemunho, Ir. Miriam Cunha Sobrinha, Editora Edusc, 2006

Dietrich Bonhoeffer: Vida e Pensamento, Werner Milstein, Editora Sinodal, 2006
Bonhoeffer: o mártir, Craig J. Slane, Editora Vida, 2007.
Filmes
Bonhoeffer: O Agente da Graça, Comev, 1999

Fonte Wikipedia

Faltam cinco minutos para meia-noite

Há sessenta anos o Bulletin of the Atomic Scientists (Boletim dos Cientistas Atômicos), fundado por cientistas da Universidade de Chicago, criou o Doomsday Clock (relógio do dia do juízo). É um relógio simbólico cujo ponteiro maior se aproxima ou se afasta do número que indica a meia-noite, o momento da destruição da Terra por meio de uma guerra atômica, hoje chamada guerra nuclear. O ponteiro recua quando a tensão diminui e avança quando a tensão aumenta. Quando foi apresentado pela primeira vez, em 1947, no período da Guerra Fria, o relógio marcava sete minutos para a temível meia-noite. Quando a antiga União Soviética testou, em 1949, sua primeira bomba atômica, o ponteiro saltou de sete para três minutos para a meia-noite. Quando, quatro anos depois, os Estados Unidos testaram sua bomba de hidrogênio, o ponteiro tornou a avançar e marcou dois minutos para a hora fatídica. A marca mais distante (17 minutos para a meia-noite) aconteceu em 1991, quando a duas superpotências assinaram o Tratado Estratégico para Redução Armamentista. Depois de permanecer por cinco anos marcando sete minutos para a meia-noite, o ponteiro do Doomsday Clock avançou dois minutos no dia 17 de janeiro de 2007, marcando cinco minutos para a catástrofe. O Boletim dos Cientistas Atômicos explica que essa aproximação maior “reflete as preocupações crescentes com uma Segunda Era Nuclear, marcada por graves ameaças”. De fato, as ambições nucleares no Irã e na Coréia do Norte, os materiais atômicos sem segurança na Rússia e ex-repúblicas soviéticas, a escalada do terrorismo e os riscos de expansão da energia nuclear justificam a recente mudança do ponteiro. Além disso, os Estados Unidos e a Rússia têm mais de 25 mil armas nucleares, algumas delas prontas para lançamento. Além desses dois países, outros seis têm arsenais nucleares: China, França, Índia, Israel, Paquistão e Reino Unido. Parece que o relógio do dia do juízo desempenha o mesmo papel que a lenta construção da arca de Noé. Mas, assim como a arca não acabou com a violência nem com a corrupção globalizada nos dias de Noé, o relógio dos cientistas atômicos é mera curiosidade. A pregação escatológica do dilúvio durou 120 anos. A do Doomsday Clock já dura a metade desse tempo!

(Revista Ultimato)

Deus existe?


Grandes discussões giram em torno da questão sobre a existencia ou não de Deus. Homens comuns e grandes pensadores se descabelam tentando encontrar a resposta. Ajudando ou colocando mais lenha na fogueira, deixo alguns argumentos que dizem respeito ao tema, para serem pensados.
  • Argumento ontológico de Santo Anselmo; As cinco vias de Santo Tomás de Aquino.

  • O argumento da fé- Salmo 19 :1-4 - A ausência de Tomé -Jo:20:19-20, 24-29;a aposta de Pascal

Argumento Ontológico

O assim denominado argumento ontológico da existência de Deus foi desenvolvido por Santo Anselmo de Canterbury "Proslogion". Os passos do raciocínio anselmiano são os seguintes: Existe na mente de todo homem a idéia de um ser que não se pode pensar outro maior; Existir só na mente é menos perfeito do que existir na mente e também na realidade; Se o ser maior do que o qual não se pode pensar outro só existisse na mente seria menor do que qualquer outro que também existisse na realidade; Logo, o ser do qual não se pode pensar outro maior deve existir também na realidade (existência real necessária), logo conclui-se que existe Deus e esse ser é perfeitíssimo.
Em poucas palavras: "algo existe em meu pensamento, logo, existe também no mundo material!".
Embora controvertida essa tese foi defendida com argumentos distintos por São Boaventura, Duns Scoto, Descartes, Leibniz, Hegel, Karl Bath, N. Malcom.


As Cinco Vias de São Tomás de Aquino


Santo Tomás de Aquino, na sua obra Suma Teológica ensina que Deus é o princípio e o fim de todas as coisas e que, fazendo apenas o uso da luz natural da razão a partir das coisas criadas, é possível demonstrar a Sua existência, sem ter de recorrer a nenhum outro argumento de natureza religiosa ou dogmática, para isto propõe cinco vias de demonstração de natureza exclusivamente filosófico-metafísica.

As cinco vias são provas a posteriori, que têm como ponto de partida as criaturas enquanto entes causados para se atingir como termo de chegada a necessidade da existência de Deus; são demonstrações metafísicas (causalidade do ser) e não científico-positivas (causalidade apenas dos fenômenos), mesmo partindo da experiência sensível e, aplicando o princípio da causalidade, mostram ser impossível se proceder ao infinito na cadeia de causas.

1a. via - Primeiro Motor Imóvel Nossos sentidos atestam, com toda a certeza, que neste mundo algumas coisas se movem. Tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido, e um tal ser todos entendem: é Deus. Deus é ato puro e não sofre mudança o seu Ser confunde-se com o Agir.

2a. via - Causa Primeira ou Causa Eficiente Decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. Não se encontra, nem é possível, algo que seja a causa eficiente de si próprio, porque desse modo seria anterior a si prórpio: o que é impossível. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita e não se chegaria ao efeito atual. Logo é necessário afirmar uma Causa eficiente Primeira que não tenha sido causada por ninguém. Esta Causa todos chamam Deus. Assim se explica a causa da existência do Universo.

3a. via - Ser Necessário e Ser Contingente Existem seres que podem ser ou não ser, chamados de contingentes, isto é cuja existência não é indispensável e que podem existir e depois deixar de existir. Todos os seres que existem no mundo são contingentes, isto é, aparecem, duram um tempo e depois desaparecem. Mas, nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, alguma vez nada teria existido, logo é preciso que haja um Ser Necessário e que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.
Igualmente, tudo o que é necessário tem, ou não, a causa da sua necessidade de um outro. Aqui também não é possível continuar até o infinito na série das coisas necessárias que têm uma causa da própria necessidade. Portanto, é necessário afirmar a existência de algo necessário por si mesmo, que não encontra em outro a causa de sua necesidade, mas que é causa da necessidade para os outros: o que todos chamam Deus.
Do Nada não surge e nem advém o Ser. Como se observa que as coisas existem, não pode ter havido um momento de Nada Absoluto, pois daí não se brotaria a existência de algo ou coisa alguma.

4a. via - Ser Perfeito e Causa da Perfeição dos demais Verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, o universo está ontologicamente hierarquizado - seres racionais corpóreos, animais, vegetais e inanimados) qualquer graduação pressupõe uma parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a Causa da Perfeição dos demais seres.

5a. via - Inteligência Ordenadora Existe uma ordem admirável no Universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência ordenadora, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada. Com efeito aquilo que não tem conhecimento não tende a um fim, a não ser dirigido por algo que conhece e que é inteligente, como a flecha pelo arqueiro. Logo existe algo inteligente pelo qual todas as coisas naturais são ordenadas ao fim, e a isso nós chamamos Deus.



Argumento da fé

Diz o salmo 19:1-4: os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. Um dia fala a outro dia; uma noite o revela a outra noite. Sem discurso nem palavras, não se ouve a sua voz. Mas a sua voz ressoa por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo.

A ausência de Tomé:

“Naquele mesmo dia, que era o primeiro da semana, estando trancadas as portas por meio dos judeus, Jesus veio, pôs-se no meio deles e lhes disse: ‘A paz esteja convosco’. Enquanto falava, ele lhes mostrou as mãos e o lado. Vendo o Senhor, os discípulos ficaram tomados de alegria. Todavia, Tomé, um dos Doze, não estava entre eles quando Jesus veio. Os outros discípulos lhe disseram: 'Vimos o Senhor!’ Mas ele lhes respondeu: ‘Se eu não vir em suas mãos a marca dos cravos, se eu não enfiar meu dedo no lugar dos cravos, e não colocar minha mão em seu lado, não acreditarei!’ Ora, oito dias mais tarde, os discípulos estavam de novo reunidos na casa e Tomé estava com eles. Jesus veio, com todas as portas trancadas e lhes disse: ‘A paz esteja convosco!’ Em seguida, disse a Tomé: ‘Aproxima teu dedo aqui e olha minhas mãos; aproxima tua mão e coloca-a em meu lado, deixa de ser incrédulo e torna-te um homem de fé.’ Tomé respondeu: ‘Meu Senhor e meu Deus!’ Jesus lhe disse: ‘Porque me viste, creste; bem-aventurados os que não viram e, contudo, creram’.” (Jo 20, 19-20.24-29)


Finalizando:A aposta de Pascal


Pascal depois de tentar todo tipo de argumento em favor da fé, deu-se conta, de forma honrada, de que nenhum deles era cabalmente convincente. Foi então que forjou o famoso argumento da "aposta" válido até os dias atuais.
No parágrafo 233 de seus "Pensées" Pascal colocou a seguinte questão: "Dieu est, ou il n’est pas": "Deus existe ou não existe". Sustenta que a razão pode aduzir tanto argumentos a favor quanto contra a existência de Deus. Destarte não se consegue determinar uma resposta convincente. Como sair desse impasse? É ai que Pascal afirma: "il faut parier": "é necessário apostar". Você não tem escapatória porque, uma vez que suscitou a questão, você se encontra "embarcado nela" diz ele. A razão não sai humilhada pelo fato de ter que apostar. A aposta apresenta a seguinte vantagem: "ou você tem tudo a ganhar ou você não tem nada a perder". Portanto, a aposta é racional.
Se você afirmar "Deus existe" e Ele de fato existe, você tem tudo a ganhar, a vida e a eternidade Se você afirmar "Deus não existe" e Ele de fato não existe, você não tem nada a perder: o sentido da vida e eternidade eram meros devaneios. Então é racional, aconselhável e justo que você afirme "Deus existe" e assim você tem tudo a ganhar.
Fontes de Consulta: Bíblia Sagrada; Wikipedia; Adital(Leonardo Boff)

A correria do dia-a-dia e a Bíblia

                                                                                              Definição de Correria:   SUBSTANTIVO ato, proc...