Dia Internacional da Mulher.

Gerânio
(Marisa Monte, e outros... )


Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente
Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda
Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana
Fala inglês e canta em inglês
Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus
E lava os cabelos com shampoos diferentes
Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando querCozinha tudo, costura, já fez boneco de pano
E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga
Tem computador e rede, rede para dois
Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro, mas prefere cinema
Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda...

As mulheres tentam a todo custo encontrar seu lugar ao sol. Embora o que tenhamos conquistado sejam jornadas duplas ou mais de trabalho, estamos aí. Com esperança, com alegria, com emoção. Fazendo desse mundo, um mundo melhor, com certeza.Mesmo influenciando o homem a comer o fruto proibido lá Éden, anos e anos atrás, acredito que nossa influencia tem sido mais positiva que negativa. Por isso: Feliz dia internacional da mulher. O Senhor nos abençoe.

Chamado Radical-

Bráulia Ribeiro
Começamos a caminhada para dentro da mata, no dia seguinte à partida do barco da dona Dôca. Enfrentando a ameaça das cobras e onças, subimos pirambeiras e atravessamos lodaçais. A mata escura e úmida nos ameaçava. Eustáquio não conseguia matar bicho algum, nem deixava Deni matar, porque ele, como o homem principal da expedição, tinha de segurar a única espingarda velha que tínhamos. Assim, a comida foi acabando e, se não fosse um jabuti que a Telma achou, teríamos passado fome. Lá pelo fim do quarto dia de caminhada, chegamos a uma maloca abandonada. Era linda, alta e bem feita. Parecia coisa de filme. Eu me beliscava para ter certeza de que não estava sonhando. Depois de quatro dias na mata sombria, a maloca parecia uma sofisticada ilha de civilização, uma verdadeira Manhattan. A casa comunitária era alta como um arranha-céu. Dentro havia pedaços de tecnologia jogados pelo chão, flechas, panelas de barro bem guardadinhas debaixo de folhas, e ao redor havia plantações. Dormimos ali, na expectativa do que encontraríamos no dia seguinte. A noite passou devagar. Imaginávamos mil coisas: “E se eles tiverem fugido ao saber que viríamos? Nossa aproximação pela mata deve ter sido para eles como a aproximação de uma frente de exército... E se nunca mais os encontrarmos? E se eles chegarem sorrateiramente e nos capturarem? E se nos estuprarem? E se...?” Acordamos cedo e, como animais urbanos, descemos para o igarapé com escova de dentes, sabonete e toalha de rosto nas mãos para a higiene matinal que acabou sendo a última de muitas semanas. De repente, enquanto escovávamos os dentes, fomos cercados por índios selvagens pintados de vermelho com arcos e flechas em punho. Primeiro um grandalhão desceu com uma criança e gritou para os outros atrás dele. Olhei para ele espantada, achando-o lindo. Estava nu, pintado da cabeça aos pés de um vermelho forte. O cabelo era bem cortado em forma de cuia com um caminhozinho logo acima das orelhas. Tinha brincos de madeira no lóbulo das orelhas e dentes bonitos e limpos. Falava sem parar, ora parecendo bravo, ora alegre. Eu não temia mais nada. O medo deu lugar a uma forte certeza do amor de Deus por nós. Logo chegaram os outros e nos cercaram, certamente querendo saber do que se tratava aquela visita. Percebemos que eles queriam saber o que havíamos levado e logo comecei a latir, tentando anunciar o pobre cachorro que acompanhava a Telma. Havíamos decidido não levar presentes. Depois da minha experiência entre os Paumari do Tapauá concluí que agir com paternalismo cria uma relação patrão–empregado que compromete o sucesso do trabalho missionário... (Trecho do livro Chamado Radical, lançamento da Editora Ultimato)
Para o trabalho que gostamos levantamo-nos cedo e fazemo-lo com alegria. William Shakespeare

O Pequeno Príncipe

Antoine de Saint-Exupéry- O Pequeno Príncipe
 ****************************** ... -Se alguem ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando as contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar...." Mas se o carneiro come a flor, é para ele bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importancia!
Não pôde dizer mais nada. Pôs-se bruscamente a soluçar. A noite caíra. Larguei as ferramentas. Ria-me do martelo, do parafuso. da sêde e da morte. Havia uma estrela, num planeta, o meu, a Terra, um principezinho a consolar! Tomei-o nos braços. Embalei-o. E lhe dizia: A flor que tu amas não está em perigo.... Vou desenhar uma pequena mordaça para o carneiro... uma armadura para a flor... Eu...."Eu não sabia o que dizer. Sentia-me desajeitado. Não sabia como atingi-lo, onde encontra-lo... É tão misterioso o país das lágrimas!...
Ganhei esse livro aos dezessete anos. Hoje mais de trinta anos ele ainda fala ao meu coração.

Quando seu filho pergunta sobre Deus



Para todos os pais , essas perguntas podem estar entre as mais difíceis e as mais importantes.
Kristin Von Kreisler


Uma tarde quando Kim Flodin conversava com a filha Yasmine, quatro anos, a menina perguntou por que a pele da babá era mais escura do que a dela. Isso levou a uma conversa sobre as diferenças físicas entre as pessoas.
- Deus nos ama a todos, não importa a cor de nossa pela – disse a mãe.
- De que cor são os olhos de Deus? Indagou Yasmine.
Flodin fez uma pausa.
-Ah, não sei.
-Deus está sempre conosco? Foi a pergunta seguinte.
Outra pausa.
-Claro.
- Então onde este Deus?
-Yasmine, é difícil falar sobre isso.
Tão difícil, alias, que mais tarde Flodin foi pedir auxilio à diretora da escola maternal paroquial da filha. “Quero que Yasmine tenha o conforto da oração e uma referencia de certo e errado”, diz Flodin. “Mas como ajudar minha filha, pois se baseiam em crenças e não em provas cientificas?”
Muitos pais têm a mesma preocupação de Flodin. Mesmo que consigam conversar facilmente com os filhos sobre o colégio e outros assuntos podem ficar perdidos ao discutir algo abstrato como Deus.
No entanto falar sobre Deus pode ser o melhor meio de atender algumas necessidades fundamentais da criança.
Diz o rabino Harold Kushner, autor de When Children ask about God (Quando as crianças perguntam sobre Deus):” É importante falar sobre Deus como meio de explicar as coisas do mundo, como a beleza da natureza, o nascimento de um bebê, a morte de um amigo. Junto com essas explicações surge um sentimento de reverencia. Algo na alma das crianças anseia pela maravilha e pelo mistério.”.
Falar sobre Deus também pode ajudar a tornar as crianças mais seguras. “Como Deus é constante e superior a todas as mudanças, pode dar às crianças apoio e referencial moral, num mundo em que tudo é tão transitório”, explicar a pastora Anne Wetherholt.
No caso de muitas crianças, o problema é que os pais dirigem toda a energia delas para atividades variadas – de aulas de musica a uso de computadores -, mas deixam de lado a lição da fé. Esses pais esquecem-se de que o dizem e fazem- ou não dizem e não fazem – tem impacto duradouro sobre sos filhos.
O melhor meio de desenvolver a vida espiritual de nossos filhos é falar sobre Deus francamente e com simplicidade. A regra geral concordam muitos especialistas, é deixar que as crianças dirijam a conversa – e a seguir acompanhar com perguntas, percepções se idéias, Depois que a filha lhe fez perguntas Kim Flodin começou a pensar em como responder. Mais tarde, a menina quis saber por que não podia ver Deus. “Porque”, disse-lhe Flodin então, “Deus é como o vento. Não podemos vê-lo, mas podemos senti-lo. Deus está em nosso coração quando nos amamos uns aos outros.”
Saber antecipadamente o que esperar das crianças à medida que vão compreendendo a existência de Deus poderá ajudar você a sentir confiança quanto ao que dizer a elas.
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(Artigo extraído da revista Seleçoes abril de 1998. Em próximo momento colocarei sobre os estágios de crescimento espiritual da criança e como abordar sobre Deus).

Johan en Jeannette Lukasse - Turma da Jocum em Belo Horizonte

Carta informativa JOCUM Belo Horizonte
Janeiro 2008
Alguns meses atrás, Calebe(*), um dos nossos obreiros, acabou atrás das grades, embora inocente, devido a um infeliz conjunto de circunstâncias. Já se faziam 15 anos desde que tivemos problemas mais sérios com a polícia. Naquela ocasião, eles seqüestraram e torturaram Mati, um jovem samoano que integrava nossa equipe de obreiros. Escrevi sobre isso em meu livro A cry from the streets, que está sendo traduzido para o português. Mas agora, Calebe, um obreiro calmo e confiável, fora eso sob falsas acusações, enquanto passeava com uma das crianças em um parque.
Ficamos estarrecidos com tamanha injustiça. A princípio, estávamos confiantes de que, após alguns esclarecimentos a polícia reconheceria que cometera um erro e Calebe pudesse ser solto. Entretanto, fora algemado por 10 horas junto a um banquinho de delegacia e depois transferido para uma apertada cela que teve de dividir com outros nove presos, alguns dos quais com problemas mentais. Brigas e estupros são muito comuns em lugares assim, construídas para comportar não mais do que três pessoas.

Calebe depois me contou que naquela fatídica noite os versos do salmo 139:8 vieram à sua mente: “se faço minha cama no mais profundo abismo, lá estás também”. Deus de fato o confortou naquela terrível situação. Ele estava seguro de que Deus estava com Ele e que o ajudaria...

Continuamos achando: “Amanhã a polícia irá admitir seu erro e o deixará ir.” Todavia, o contrário aconteceu. Ele fora transferido para outra prisão! Lá não lhe fora permitido receber visitas pelos 30 dias seguintes, exceto de seu advogado. Nos primeiros quatro dias a situação só piorou. Descobrimos que ele então estava dividindo uma minúscula cela com outros 14 prisioneiros de alta periculosidade. Eu não podia sequer imaginar o que se passava com ele. Foi horrível. Mal conseguíamos dormir. Mas, na medida em que mais e mais pessoas se interavam da situação, muitos começaram a orar por ele; nossos obreiros, as crianças e sua igreja.

No quinto dia recebemos um telefonema de amigos ligados ao governo, logo após uma reunião de oração com a liderança da base. Eles haviam conseguido com que pudéssemos visitar Calebe, contrariando todas as regras e regulamentações, e ainda poderíamos levar roupas, comida, livros e um cobertor. Também prometeram transferi-lo para outra cela.

Calebe nos contou mais tarde o quão feliz e agradecido ele ficou quando viu sua nova e espaçosa cela, com 14 beliches, todas com colchão! “Era como se estivesse dando entrada em um hotel”, ele disse. Todos os outros presos acreditaram em sua inocência, e o deixaram em paz. Alguns até mesmo oraram com ele e juntos leram a Bíblia.

Quando o visitamos naquela mesma tarde, Calebe nos confidenciara que o Senhor havia dito a ele que “a vitória já havia sido dada a ele”, pelo que Calebe estava totalmente convencido de que seria solto. Ainda assim, seu advogado e nossos influentes amigos precisaram de um total de 23 dias até que se resolvesse a situação, além de dois meses para ter novamente seu nome limpo de quaisquer acusações.

Quando perguntei a ele se Deus havia ensinado algo em meio a isso tudo, Calebe nos disse, com lágrimas nos olhos, que tinha muita dificuldade em crer que as pessoas da sua igreja, os obreiros e as crianças da sua base realmente se importavam com ele, ou o amavam. Mas já durante a primeira noite que passara algemado a um banquinho na delegacia, ele vira, às duas e meia da madrugada, uma van cheia de obreiros que trabalhavam com ele que vieram dar apoio, e acenavam para ele, do outro lado do corredor, gritando que orariam por ele, o que fez quebrar sua incredulidade.

Depois disso, as coisas só melhoraram. A cada visita, muitas cartas, e-mails e desenhos de obreiros, de pessoas da sua igreja e das crianças eram entregues a ele. Calebe foi ovacionado de pé durante a primeira reunião semanal já de volta à nossa base da JOCUM. Ele se afogou em lágrimas, de alegria, aliviado e grato. Que grande testemunho de como Deus transforma uma terrível experiência em algo positivo.

*(Nome fictício para proteger a identidade)

A correria do dia-a-dia e a Bíblia

                                                                                              Definição de Correria:   SUBSTANTIVO ato, proc...