A casa no céu

Um homem muito rico morreu e foi recebido no céu. Um anjo levou -o por várias ruas e foi mostrando-lhe as casas e moradias. Ao passarem por uma linda casa com belos jardins o homem perguntou:
- Quem mora aí?
O anjo respondeu:
- É o Raimundo, aquele seu motorista que morreu no ano passado.
O homem ficou pensando, que lá deveria ser muito bom, porque o Raimundo recebera uma casa maravilhosa. Logo a seguir surgiu outra casa ainda mais bonita.
- E aqui, quem mora? - Perguntou o homem.
O anjo respondeu:
- Aqui é a casa da Luciana, que foi sua cozinheira.
O homem ficou imaginando que, tendo os seus empregados magníficas residências, a sua moradia deveria ser no mínimo um palácio. Estava ansioso por vê-la. Nisto o anjo parou diante de uma barraca construída com tábuas e disse:
- Esta é a sua casa!
O homem ficou indignado.
- Como é possível! Vocês sabem construir muito melhor do que isto.
- Nós sabemos - respondeu o anjo - Mas nós construímos apenas a casa. O material são vocês mesmos que o fabricam e nos enviam lá de baixo, e durante toda a sua vida terrena só nos enviou isto!

Cada gesto de amor e partilha é um tijolo com o qual construímos a eternidade. A caridade que fazemos, o amor a Deus reflectido no próximo, é o nosso passaporte para o céu!

Poder pra salvar

( Aline Barros)

"Todos necessitam de um amor perfeito
Perdão e compaixão
Todos necessitam de graça e esperança
De um Deus que salva
Cristo move as montanhas
E tem poder pra salvar
E tem poder pra salvar
Pra sempre, Autor da salvação
Jesus a morte venceu
Sobre a morte venceu
Me aceitasCom meus medos, falhas e temores
Enche meu viver
A minha vida entrego
Pra seguir teus passos
A ti me rendo
Possa o mundo
Ver brilhar a luz
Cantamos para a glória do Senhor Jesus
Minha finalidade é dar o meu melhor pra Ti
Seguirei a Tua luz
Pois em Tuas mãos está, Senhor, a salvação"

Equilíbrio emocional: sua falta pode nos levar ao fundo do poço

Fazer algo bom não garante que o agente social esteja imune aos revezes da vida. A idéia de que é possível conviver diariamente com o sofrimento e a dor sem se deixar tocar por eles é como achar que você pode passar por um lamaçal sem se sujar. E no lamaçal pode acontecer de já não se conseguir avançar, ficar atolado.
Como pessoas dedicadas, capazes, sinceras no seu desejo de servir a Deus, vão parar no fundo do poço emocional? Vamos descobrir acompanhando Mara, uma educadora cristã muito entusiasmada e fiel.
Estresse: o início da queda
Mara está a caminho do trabalho. Antes mesmo de descer do ônibus, recebe a notícia de que Tó, abusador da filha (aluna de Mara), foi solto e jurou se vingar da pessoa que o denunciara. É pouco provável que ele cumpra suas ameaças. É valentão apenas dentro de casa ou na roda de amigos. Mas Mara preocupa-se: será que ele soube que partiu dela a denúncia que o levara à prisão? Ela estremece.
Ao chegar à organização ela descobre que dona Irene ainda não chegou e por isso as crianças estão sem café da manhã. Mara respira fundo. Os atrasos freqüentes da cozinheira estão começando a incomodar (e muito!).
Quando a coordenadora do projeto vai resolver isso? Mara já se convenceu de que não deve contar nada para a sua chefe, ou será tida como encrenqueira. Mas os atrasos geram um grande transtorno. Suspirando, ela entra na cozinha para ver o que pode fazer. Não são nem nove horas da manhã e Mara já está com dor de cabeça. A dor é um sinal de estresse, um alarme que seu corpo apresenta frente aos estímulos externos.
A mente de Mara interpreta os acontecimentos para dizer ao seu corpo como reagir a eles. Sempre que a mente detecta uma ameaça, um perigo, ela prepara o corpo para lutar ou fugir. Então quantidades maiores de adrenalina são liberadas no sangue — que é desviado de vários órgãos para se concentrar no cérebro e músculos —, as pupilas se dilatam para melhorar a visão, os pés e mãos suam, a respiração e as batidas cardíacas aceleram. O corpo fica em estado de alerta. Esse alarme pode ser bom porque a leva à ação, a tomar providências necessárias para a manutenção da vida. Não é possível se viver sem estresse. Mas também não é possível se viver em estado de alerta o tempo todo. Uma vida de estresse freqüente e intenso pode causar sérios danos à saúde emocional e física.
Parece que Mara já está esgotada. O dia mal começou e ela já está emocionalmente alterada, ansiosa, com dor de cabeça, achando que ele vai ser ruim, sentindo que não vai dar conta do recado.
Burnout: o fundo do poço
O pior de tudo é o sentimento de ter sido usada pela instituição. É difícil admitir, mas Mara está magoada com o pessoal do projeto. Antes ela era elogiada pela sua dedicação, pelo sacrifício, mas agora só recebe críticas e cobranças. Sente que nos onze anos de envolvimento integral no projeto, nunca teve tempo para si mesma, para os amigos para a família. Os problemas na sua vida pessoal parecem ter-se multiplicado ultimamente. Mara se sente vazia, desgastada, sem nada a oferecer.
Nesse estado, Mara não está apenas sob os efeitos do estresse, a coisa ficou mais séria. Ela chegou ao que os especialistas têm chamado de síndrome do esgotamento profissional ou síndrome de burnout. Se não houver prevenção, o estresse acumulado em dias, semanas, meses, anos, levarão Mara a uma completa exaustão emocional. Ela pode desenvolver problemas digestivos, insônia, dores, um estado depressivo e até ataques de pânico, entre outros. É provável que evite se relacionar com as pessoas, que comece a se sentir uma observadora, alguém que olha de fora a situação. Seu sentimento de realização pessoal cairá de forma notável. Coisas que ela fazia com facilidade parecerão impossíveis. O entusiasmo e a alegria que sentia se evaporarão. Tudo parecerá inútil, repetitivo, irritante. E este é um estado tão debilitante que provavelmente levará a um pedido de licença, ou até à saída de Mara da instituição.
É provável que a síndrome de burnout seja responsável pela grande rotatividade de profissionais ligados ao cuidado com pessoas em situações adversas, com o professores, enfermeiros, agentes penitenciários, policiais, atendentes de telemarketing que trabalham ouvindo as reclamações dos clientes. O dia promete ser muito longo.
A situação é ainda pior para quem trabalha com crianças que sofreram traumas importantes. Ao se identificar com o sofrimento do outro (da criança, de um adolescente, de sua mãe), o profissional acaba internalizando essa dor, vendo-a como sua. Se o profissional não observar períodos de restauração pessoal, ele pode chegar ao ponto de passar a experimentar todos os sintomas emocionais e físicos resultantes de um trauma, mesmo não tendo passado pela experiência traumatizante. A este fenômeno dá-se o nome de trauma secundário ou fadiga da compaixão.
Apenas um encontro com o sofrimento humano não surte esse efeito. Ele é produzido por um contato diário e plural (vários casos ao mesmo tempo) com a dor de pessoas inocentes diante da violência, do abuso, dos maus-tratos, da negligência e do descaso. E agora que Mara chegou ao fundo do poço, o que ela pode fazer? Infelizmente muito pouco. O que levou Mara a esse poço foi acreditar que podia fazer tudo sozinha. O seu lema era “tudo posso naquele que me fortalece”. Mas há muito tempo ela deixara de lado o “aquele que me fortalece” e ficara apenas com o “tudo posso”. No momento, ela não pode nada.
A recuperação de Mara vai exigir um esforço coletivo: a compreensão da família, o apoio dos amigos, o amor incondicional da igreja, o respeito e tolerância da instituição. Ela precisa ser encaminhada a algum profissional da área da saúde (médico, psicólogo) e ao cuidado pastoral. Mara está doente, e sua doença precisa ser levada a sério (tem direito inclusive a licença médica). E, finalmente, o que Mara mais precisa é saber que não está abandonada. O poço pode dar início a um novo jeito de conduzir a vida, com os mesmos ideais de antes, mas com uma nova sabedoria. O fundo do poço pode ser escuro, contudo, lá ela pode achar água cristalina. (Revista Mãos Dadas - nº. 19)

Velhice Amparada

O envelhecimento é um direito personalíssimo e a sua proteçao um direito social, nos termos desta lei e da legislação vigente.
É obrigação do Estado, garantir à pessoa idosa a proteçao à vida e à saude, mediante efetivação de politicas sociais publicas que permitam um envelhicemento saudável e em condições de dignidade. (Estatuto do idoso - Do direito à Vida - artigo 8º. e 9º.)
(Trabalho da Terceira Igreja Batista no Crasi-Itaúna)
Uma preocupação com a Velhice.

Um sopro no altar

(Para Fernanda Baroni)

"Vim para adorar-te, vim para dizer que te amo..."

Como é dificil escrever!!! Já fui melhor nisso. Hoje colocar uma idéia para fora é um verdadeiro parto, para lembrar Sócrates. Não que eu queira fazer um grande discurso filosófico, mas mesmo para falar das coisas do dia-a-dia é dificil.
Agora, nesse momento, quero falar sobre hoje. Especialmente hoje de manhã. Tenho o hábito de participar dos cultos na minha igreja todo domingo pela manhã. Isso se repete ano após ano. Depois de muito tempo a gente acaba se tornando uma pessoa crítica, e às vezes perdendo o melhor do culto: a essência da adoração, que normalmente começa no louvor, pois para isso que estamos ali: para adorar. Adorar a Deus.
Após uma pequena cirurgia fiquei de "molho" em casa e hoje estava lá eu, em meu lugar, tentando me concentrar no culto, enquanto pensamentos vagavam dentro de mim.
Enquanto a ministração começava, chegou uma das pessoas responsáveis por esse ministério.
Uma voz linda. Um dom. Verdadeiro dom dado pelo Senhor.

Como disse, os anos passam e as críticas aumentam. Como o louvor é sempre um destaque , é o mais passível delas. Então eu observo os irmãos e as irmãs que ministram lá na frente. Gosto de ver o crescimento de alguns. Outros desistem no meio do caminho. Alguns insistem, mesmo não sendo essa a posição determinada pelo Senhor. A gente aprende a ver todas essas coisas. Talvez até coisas demais!
Não é esse o caso. No momento que essa líder assumiu o louvor percebi: aí está alguém que veio para adorar, adorar com sua voz, suas lágrimas, seu jeito, sua força, com sua maneira espontânea de ser. O mais legal de tudo isso, e que todos sabemos, não é alguém perfeito. É uma pessoa em constante busca pelo Senhor. Em busca do prêmio da soberana vocação de Deus.
Estamos cansados de pessoas perfeitinhas. Santas demais, puras demais. Queremos pessoas que amem a Deus. Humanas demais.

"O verbo virou gente e habitou entre nós. Cheio de graça e de verdade."
Jesus era humano demais, tão humano que foi para a cruz, por nós.
Então é isso, me comovi no louvor hoje. Me comoveu a beleza da voz, me comoveu por saber que existem pessoas que recebem um chamado e em meio a todas tempestades elas estão lá. Estão por amor a Deus. Pelo amor ao Senhor. Me comoveu saber que infelizmente nem todos são assim e deveriam.
"Buscai o Senhor enquanto se pode achá-lo."

Hoje, talvez um pouco pela melancolia do pós-cirúrgico, pela ausência da igreja, dos irmãos, senti um sopro de Deus no altar. Que sopro gostoso, maravilhoso. Quero que todos nós ministradores de Deus, cantores ou não, sejamos um sopro de Deus no seu altar, diante do qual sempre estamos. Que manifestemos, não a nossa presença, mas a presença do Senhor. Em todos os lugares, e em todos os momentos, sejamos um sopro de Deus. Especialmente para aqueles que o buscam de todo coração.

Louvado seja Deus que nos fez para sua honra e glória.

Pai nosso que estás em todo lugar...(Oséas Heckert)


Pai,

penitente promitente

quero (de)votar-te exclusiva

dedicação:

nada tomará teu lugar em meu

coração;

nem imagem de escultura,

nem figura ou representação

de qualquer criatura

ou perversa estrutura

receberá minha adoração;

nem qualquer ocupação,

ou sequer preocupação,

terá maior atenção.


Prometo santificar o teu nome

e não usá-lo em futilidade;

prometo buscar a santidade,

a cada dia satisfazer tua vontade,

para que teu reino se realize

e concretize em minha vida.


Prometo honrar minha família,

para vivermos sem quizília1

e desfrutarmos em santa paz

o pão cotidiano que nos dás.


Perdoa as minhas dívidas,

desculpa minhas dúvidas,

aumenta-me a fé e o amor

pra ser clemente ao devedor,

e o meu zelo para fazê-lo

quantas vezes preciso for.


Não me deixes cair em tentação;

protege-me do círculo vicioso

de ouvir a lorota do impiedoso,

deter-me na rota dos pecadores,

e sentar-me à roda com zombadores.


Ensina-me a não prejulgar o próximo,

não proferir fortes palavras

de morte,

nem agir como algoz ou juiz.

Ao contrário de arbitrário,

permite-me fazer por ele o

máximo

para que tenha vida

longa e feliz.


Dá-me o prazer do sexo

conexo a seu contexto devido

para eu não ficar de olho comprido

e lascivo no flerte solerte,

a pretexto da grama mais verde

do outro lado da cerca.


Acerca da grana que engana,

perdoa-me a gana e a ansiedade;

dá-me o necessário suficiente

pra viver com dignidade

e acudir o mais carente;

não demais, para que farto te renegue,

nem de menos, para que sonegue

ou que no furto alguém me pegue.


Perdoa minha omissão:

fiz-me negligente e mudo

ante a exploração dos sem-nada:

cada pobre, órfão, viúva, estrangeiro.

Requeiro, dá-me prontidão

para erguer a voz e me colocar

em defesa dos desprovidos de tudo.

Faze-me,

contudo, moroso pra maldizer e fofocar...


Livra-me de ficar de olho grande

nas pequenas coisas de alguém,

ou cobiçoso das grandes, também.


Não peço redoma ou regalia,

mas a tua companhia,

todavia, em toda via.


Livra-me do mal

de retribuir mal com mal.

Ensina-me a amar,

meus amigos e inimigos,

e a exalar o teu aroma.


No "pleroma"2 de tua luz,

conduz meu caminhar imperfeito,

brilhando cada vez mais até ser um dia perfeito.


Notas

1. Conflito de interesses; briga, rixa

2. Plenitude


• Oséas Heckert é engenheiro. Participa do Ministério com Casais da Igreja Presbiteriana de Vila Mariana, em São Paulo.
Extraído:www.ultimato.com.br no. 311- revista março-abril de 2008
Dia Internacional da Mulher.

Gerânio
(Marisa Monte, e outros... )


Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente
Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda
Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana
Fala inglês e canta em inglês
Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus
E lava os cabelos com shampoos diferentes
Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando querCozinha tudo, costura, já fez boneco de pano
E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga
Tem computador e rede, rede para dois
Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro, mas prefere cinema
Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda...

As mulheres tentam a todo custo encontrar seu lugar ao sol. Embora o que tenhamos conquistado sejam jornadas duplas ou mais de trabalho, estamos aí. Com esperança, com alegria, com emoção. Fazendo desse mundo, um mundo melhor, com certeza.Mesmo influenciando o homem a comer o fruto proibido lá Éden, anos e anos atrás, acredito que nossa influencia tem sido mais positiva que negativa. Por isso: Feliz dia internacional da mulher. O Senhor nos abençoe.

A correria do dia-a-dia e a Bíblia

                                                                                              Definição de Correria:   SUBSTANTIVO ato, proc...