Johan en Jeannette Lukasse - Turma da Jocum em Belo Horizonte

Carta informativa JOCUM Belo Horizonte
Janeiro 2008
Alguns meses atrás, Calebe(*), um dos nossos obreiros, acabou atrás das grades, embora inocente, devido a um infeliz conjunto de circunstâncias. Já se faziam 15 anos desde que tivemos problemas mais sérios com a polícia. Naquela ocasião, eles seqüestraram e torturaram Mati, um jovem samoano que integrava nossa equipe de obreiros. Escrevi sobre isso em meu livro A cry from the streets, que está sendo traduzido para o português. Mas agora, Calebe, um obreiro calmo e confiável, fora eso sob falsas acusações, enquanto passeava com uma das crianças em um parque.
Ficamos estarrecidos com tamanha injustiça. A princípio, estávamos confiantes de que, após alguns esclarecimentos a polícia reconheceria que cometera um erro e Calebe pudesse ser solto. Entretanto, fora algemado por 10 horas junto a um banquinho de delegacia e depois transferido para uma apertada cela que teve de dividir com outros nove presos, alguns dos quais com problemas mentais. Brigas e estupros são muito comuns em lugares assim, construídas para comportar não mais do que três pessoas.

Calebe depois me contou que naquela fatídica noite os versos do salmo 139:8 vieram à sua mente: “se faço minha cama no mais profundo abismo, lá estás também”. Deus de fato o confortou naquela terrível situação. Ele estava seguro de que Deus estava com Ele e que o ajudaria...

Continuamos achando: “Amanhã a polícia irá admitir seu erro e o deixará ir.” Todavia, o contrário aconteceu. Ele fora transferido para outra prisão! Lá não lhe fora permitido receber visitas pelos 30 dias seguintes, exceto de seu advogado. Nos primeiros quatro dias a situação só piorou. Descobrimos que ele então estava dividindo uma minúscula cela com outros 14 prisioneiros de alta periculosidade. Eu não podia sequer imaginar o que se passava com ele. Foi horrível. Mal conseguíamos dormir. Mas, na medida em que mais e mais pessoas se interavam da situação, muitos começaram a orar por ele; nossos obreiros, as crianças e sua igreja.

No quinto dia recebemos um telefonema de amigos ligados ao governo, logo após uma reunião de oração com a liderança da base. Eles haviam conseguido com que pudéssemos visitar Calebe, contrariando todas as regras e regulamentações, e ainda poderíamos levar roupas, comida, livros e um cobertor. Também prometeram transferi-lo para outra cela.

Calebe nos contou mais tarde o quão feliz e agradecido ele ficou quando viu sua nova e espaçosa cela, com 14 beliches, todas com colchão! “Era como se estivesse dando entrada em um hotel”, ele disse. Todos os outros presos acreditaram em sua inocência, e o deixaram em paz. Alguns até mesmo oraram com ele e juntos leram a Bíblia.

Quando o visitamos naquela mesma tarde, Calebe nos confidenciara que o Senhor havia dito a ele que “a vitória já havia sido dada a ele”, pelo que Calebe estava totalmente convencido de que seria solto. Ainda assim, seu advogado e nossos influentes amigos precisaram de um total de 23 dias até que se resolvesse a situação, além de dois meses para ter novamente seu nome limpo de quaisquer acusações.

Quando perguntei a ele se Deus havia ensinado algo em meio a isso tudo, Calebe nos disse, com lágrimas nos olhos, que tinha muita dificuldade em crer que as pessoas da sua igreja, os obreiros e as crianças da sua base realmente se importavam com ele, ou o amavam. Mas já durante a primeira noite que passara algemado a um banquinho na delegacia, ele vira, às duas e meia da madrugada, uma van cheia de obreiros que trabalhavam com ele que vieram dar apoio, e acenavam para ele, do outro lado do corredor, gritando que orariam por ele, o que fez quebrar sua incredulidade.

Depois disso, as coisas só melhoraram. A cada visita, muitas cartas, e-mails e desenhos de obreiros, de pessoas da sua igreja e das crianças eram entregues a ele. Calebe foi ovacionado de pé durante a primeira reunião semanal já de volta à nossa base da JOCUM. Ele se afogou em lágrimas, de alegria, aliviado e grato. Que grande testemunho de como Deus transforma uma terrível experiência em algo positivo.

*(Nome fictício para proteger a identidade)
11/10/2007 - 06h35 -Missão Portas Abertas

O drama dos gêmeos coptas por causa da lei islâmica

Mario e Andrew que escreveram: "Sou cristão"
EGITO (18º) - A Constituição do Egito, que adota a sharia (lei islâmica), prevê que quando um dos pais se converte ao islã, os filhos passem automaticamente para a custódia do genitor muçulmano. É o caso de Mario e Andrew Medhat Ramsis, gêmeos coptas hoje considerados muçulmanos depois que o pai deles se converteu ao islã.

O caso de custódia deles teve início no dia 3 setembro, mas foi adiado. O advogado deles, Naguib Gabriel, enfrenta intensa oposição, enquanto trabalha para retardar o julgamento para depois do dia 17 de novembro, quando será julgada a questão da reconversão de 12 muçulmanos que querem voltar ao status de coptas (leia mais).

Os pais dos gêmeos, Medhat Ramses e Kamilia Lutfi Medhat, eram um casal cristão quando os meninos nasceram, mas o pai se divorciou da mãe, deixando para trás os filhos, e se converteu ao islã para se casar com uma muçulmana.

Em fevereiro, a mãe dos meninos descobriu que eles tinham sido colocados em classes de educação islâmicas na escola para refletir sobre a escolha do pai. No entanto, o homem muçulmano já não vivia com a família cristã desde a conversão dele ao islamismo e do novo matrimônio, em 2002.

Os gêmeos ganharam notoriedade quando se recusaram a prestar o exame de religião islâmica, em maio deste ano, exigido para passar ao próximo grau.

"Somos cristãos", declararam os meninos

Na ocasião eles declararam: "Sou cristão". Cada um deles escreveu a frase em um teste. Eles deixaram as demais respostas em branco (leia mais).

O Ministro de Educação do Egito, Yusri al-Gamal, anunciou no dia 25 de agosto que passaria os meninos automaticamente para o próximo grau, mas a mãe cristã dos gêmeos disse que ainda restam problemas subseqüentes.

"Soube que a lei egípcia concede a custódia das crianças para a mãe até que elas completem 15 anos, mas eu descobri que isto só se aplica a mães muçulmanas", disse Kamilia Lutfi em uma entrevista coletiva no dia 27 de agosto deste ano, de acordo com o semanal copta "Watani".

"Se os gêmeos se recusarem a colocar o islã em seus documentos, correm o risco de não receber serviços básicos como educação e cuidados médicos", disse Hossam Baghat, da ONG Iniciativa Egípcia pelos Direitos Individuais.
(Letra) Getsemani - Leonardo Gonçalves

No Getsêmani foi que meu Jesus orou,
Se entregando ao Pai mais uma vez.
Logo vieram pessoas para o levar
Para a maior das provações
Ele tanto amou tudo suportou.
Ele carregou a nossa cruz.

Ver os cravos nas mãos, seu corpo a sofrer
Naqueles momentos de dor.
Ver o mestre a chorar e foi por você
Que ele mostrou tanto amor.

Os soldados cuspiam no seu rosto nu...
Posso ouvir o clamor da multidão.
E Jesus a olhar aquele céu azul
Pede ao Pai que lhes dê o seu perdão.
Ele tanto amou, tudo suportou.
Ele carregou a nossa cruz.

Ver os cravos nas mãos, seu corpo a sofrer
Naqueles momentos de dor.
Ver o mestre a chorar e foi por você
Que ele mostrou tanto amor.
Ele tanto, tanto me amou.
Ele tudo por mim suportou,
Carregou minha cruz.

Ver os cravos nas mãos, seu corpo a sofrer
Naqueles momentos de dor.
Ver o mestre a chorar e foi por você
Que ele mostrou tanto amor.


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Getsêmani - Leonardo Gonçalves

A correria do dia-a-dia e a Bíblia

                                                                                              Definição de Correria:   SUBSTANTIVO ato, proc...