Felicidade para Freud e Lewis





NEFF, David. Dois gigantes intelectuais frente a frente; entrevista com Armand Nicholi. Ultimato. set./out. 2005. ed. 296.

SOS CONTRA O INFANTICÍDIO NA AMAZÔNIA, Bráulia Ribeiro *

O aviãozinho sacudiu por cima da selva imensa por mais de duas horas até chegarmos ao local. Parecia impossível pousar porque uma nuvem de chuva teimava em cima, escurecendo a visão do piloto para a pista precária. Rodeamos o lugar até que uma lufada de vento levou a nuvem para a direita e a pista e a pequena aldeia se fizeram visíveis.

Os indígenas são miúdos, não com uma magreza doentia, mas com um jeito mignon, bonito. Os cabelos, pintados com amoníaco, e as roupas imundas costuradas e recosturadas mal protegem contra os insetos que circulam furiosamente em nuvens. A aparência da vila é semelhante à da periferia de algum centro urbano, com os troncos e folhas secas de palmeira que formam a estrutura das casas misturando-se a restos de madeira e alumínio.

Vários homens e mulheres nos rodearam de uma só vez, saudando nosso tradutor e o piloto, contando histórias, querendo conhecer os novos visitantes. É sempre um momento alegre a chegada de gente num lugar tão isolado. As mulheres mais velhas esfregam as mãos no meu rosto e cabelo, num gesto de carinho. Assim que descobrem o que viemos fazer começam a falar de uma vez só e nos apontam uma mulher jovem segurando uma filhinha no cangote e mais dois nas pernas, em pé a poucos metros do avião.

– A filha dela se chama Kavani, diz a senhora. Kavani quer dizer “a enterrada”. Ela pariu já direto na cova, porque é solteira e o bebê era filho de ninguém. Ela enterrou, bateu bem os pés sobre a cova e saiu. Mas nós – e aí três mulheres mais velhas se adiantam – ouvimos a menina gritar por muitas horas e ficamos com pena. Viemos aqui e a desenterramos. Uma mulher que tinha leite amamentou por uns dias até que a mãe recebeu a menina de volta.

Esta foi a primeira história de muitas. Meninos e meninas recém nascidos ou de dois, três anos, rejeitados porque eram magros, porque a pedra do pajé (**) disse que não eram gente, porque choravam demais, porque eram filhos de mãe solteira, porque nasceram com alguma deficiência. Visitamos os túmulos, duas covas rasas, quando uma está cheia ou recente se usa a outra. Depois de um tempo ouvindo as narrativas, os nomes e idades das crianças já não importavam mais, e os pés batendo na terra meio oca, a mímica das variadas maneiras usadas para matar pareciam um balé surreal. Parecia não haver uma única família na aldeia que não tivesse matado.

O caso mais recente nos interessava mais, por estar pendurado por fio de esperança. Um menino de pouco mais de um ano com síndrome de Down que já havia sido hospitalizado algumas vezes por desnutrição estava com a vida ameaçada. Depois de penosas remoções para a cidade, quase sete dias num barquinho, o menino de volta já apresentava o mesmo aspecto magro, a pele enrugada de desidratação. O tradutor nos diz que os pais são compelidos a não alimentá-lo, e os outros índios confirmam. Ele não tem o Down muito evidente, as mãos são normais, só o triângulo no rosto e as orelhas o denunciam, isto lhe protege da morte imediata. Ele não será enterrado vivo. Será sujeito à desnutrição total e ao ostracismo emocional até que morra “naturalmente”.

Depois de várias horas e um sem-número de confissões, algumas catárticas, outras tão displicentes que beiravam o cinismo, voamos embora antes que a tormenta tropical que se avizinhava nos impedisse de voltar. Para nossa pesquisa, a viagem foi um “sucesso”. Não havia tabu algum naquela tribo em relação a nos permitir documentar o assassinato contínuo de crianças. Mas ao deixá-los cada vez menores na pequena faixa desmatada no meio do oceano de floresta meu coração congelou-se como uma pedra.

De todas as questões indígenas no Brasil de hoje a mais negligenciada é o infanticídio. Matematicamente falando qualquer questão social só é compreendida ou até passível de discussão se isolada do universo de problemas que a envolvem. Uma equação matemática é resolvida pedaço a pedaço até se encontrar a solução total, isolando-se as partes. Quando falamos de infanticídio várias questões se aglutinam ao assunto confundindo a verdadeira equação. Problemas sociais confusos acabam tornando-se insolúveis em nossas mentes e nos conduzindo à passividade conformada. Fala-se do direito das minorias de manterem suas culturas, fala-se da arrogância ocidental em tentar estabelecer padrões de comportamento universais, fala-se da fragilidade das tribos e de sua incapacidade de manter intactas suas culturas. Cria-se uma nuvem de argumentos difusos para obscurecer a questão.

O termo jurídico correto para o que acontece é infanticídio, já que o ato de matar o bebê não é causado pelo estado puerperal da mãe, mas por pressão cultural. O problema do infanticídio não é cultural, não é histórico, tampouco é uma questão de autonomia cultural ou política das tribos. É uma simples questão de direitos humanos. O fato de serem “portadores” de uma cultura distinta da nossa, ou herdeiras de um patrimônio cultural ameaçado, não torna as crianças vítimas menos humanas. A fragilidade das culturas em questão não pode tornar suas crianças nem seus adultos meras propriedades deste “patrimônio” humano que é a cultura.

Existe o coletivo tribal, uma realidade étnica e lingüisticamente definida. Mas sem o indivíduo humano estas culturas não existem. Tribos indígenas são compostas de gente. E estes indivíduos a que chamamos gente têm o valor de sua vida pré-definida para qualquer país do mundo.

A história e o senso comum nos obrigam a estabelecer parâmetros universais para o valor da vida humana e a estabelecer um chão onde construímos até o conceito de tolerância. Tolerância à diversidade cultural humana não é aceitação total a quaisquer hábitos e costumes diferentes culturalmente dos nossos. Não pode ser assim historicamente e não pode ser no contexto político-jurídico de um país que se diz livre e que respeita o Estado de Direito. Ao ignorarmos o direito fundamental, o direito à vida que as crianças deste país têm, indígenas ou não, abrimos um precedente perigoso que mais tarde pode determinar nosso próprio fim, quem sabe para o extermínio legitimado legal e obrigatório socialmente que em poucos anos tomou forma na Alemanha nazista.

A discussão acerca do infanticídio praticado pelas tribos indígenas com a conivência das agências governamentais, antropólogos e muitos outros não é uma discussão ideológica. Não estamos falando da beleza da preservação de culturas pré-colombianas, nem da base político-ideológica para a prática indigenista do governo brasileiro. Um brasileiro não se torna mais legítimo quando pratica o incesto e o abuso sexual e tira a virgindade de sua filha, de acordo com um ditado tão comum no sertão: “Não planto bananeiras para outros colherem o cacho.” Um homem brasileiro não se torna mais culturalmente adequado ou mais macho ao praticar violência contra sua esposa porque “mulher de malandro gosta de apanhar”, ou porque “a única mulher que andou na linha o trem matou.” Cultura de índio é cultura de gente, e como tal tem aspectos bons e aspectos terríveis e tanto as mudanças endógenas ou as que acontecem pela fricção de culturas são naturais, fazem parte da natureza da cultura.

O diálogo que temos que ter como sociedade neste momento é como assegurar que o valor intrínseco destas vidas humanas não seja abusado ou ignorado. Os direitos destes cidadãos devem ser garantidos como os de qualquer outro, pela constituição brasileira, pelo ECA, pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, do qual o Brasil é signatário. O que a sociedade majoritária, “hospedeira” destas micro-etnias tem que fazer para proteger os direitos destes indivíduos indefesos que fazem parte dela? Sem indivíduos para perpetuá-las não há nação, etnia, língua ou cultura que sobreviva.

Estas crianças são nossa responsabilidade. A crueldade do ato do infanticídio, as implicações danosas para a própria tribo, a transgressão que ele representa ao direito elementar da vida, garantido a todos os brasileiros, anula qualquer direito coletivo que aquela cultura tenha de perpetuá-lo.

Meu coração de pedra voa novamente para a vilazinha onde o menino com síndrome de Down está morrendo à míngua. É uma morte lenta, mas certa. A não ser que façamos alguma coisa por ele. Sua própria família ou tribo não fará. Tem sido assim para eles e vai continuar sendo sempre.



(*) Bráulia Ribeiro, etno-linguista. Lider de Jocum Brasil durante muitos anos e atualmente no Havaí.

(**)

 a autora já nos retratou o caso pungente da pequena Tititu


PS. Poucos meses depois de minha viagem o menino Down foi retirado por avião com os pais para a cidade de Porto Velho a pedido da FUNASA. Em estado grave, ficou hospitalizado por quase dois meses e depois liberado sob a vigilância do conselho tutelar para o Lar do Bebê, uma moradia governamental temporária, onde pode se recuperar melhor. Os pais visitaram o bebê diariamente com a ajuda da ONG onde trabalho, e ao fim de quase cinco meses foram considerados aptos a receber o menino de volta e retornar à aldeia. Até onde eu sei Xikuirivi o alegre bebê Down ainda está vivo e saudável.

(Extraído do blog Fernando Massote - artigo de maio de 2009).
Onde está o direito a vida estabelecido pela constituição e pelo Direitos Humanos Como foi dito, esse não é o unico caso. O debate em relação aos indígenas ainda não acabou. A preservação de culturas tem o direito de restringir o direito á vida?  

*Reverendo Elben Lenz - Devocionário

Foi publicado pela Editora Ultimato(2010) o excelente Refeições Diárias com Jesus. Estou lendo e já me apaixonei pela leitura. Textos pequenos, todos com refêrencias bilblicas, para qualquer tipo de leitor que queira conhecer e amar a Jesus mais e mais.
Vale a pena.

*Diretor-fundador da Editora Ultimato e redator da revista Ultimato, Elben César é autor de, entre outros, Mochila nas Costas e Diário na Mão, Para Melhor Enfrentar o SofrimentoConversas com Lutero, Refeições Diárias com os Profetas Menores, A Pessoa Mais Importante do Mundo, História da Evangelização do Brasil e Práticas Devocionais. Ex-presidente da Associação de Missões do Terceiro Mundo e fundador do Centro Evangélico de Missões, do qual é presidente de honra, é também jornalista e pastor emérito da Igreja Presbiteriana de Viçosa.

Perguntas para fazer àqueles que buscam conhecer mais do Evangelho


Rebeca Pippert, do Caderno de Conferências

1.Se você pudesse fazer uma pergunta a Deus, qual seria?
Se você não acredita em Deus, como é que você gostaria que Deus fosse, no caso em que Ele exista?
2.Qual você pensa ser o maior problema no mundo hoje/ (Qual é a origem dos problemas humanos?)
3.Qual é a solução?
4.Você já leu ou estudou alguma parte da Bíblia desde que virou adulto/ O que você achou? Fez algum sentido?
5.Onde está Deus em tempos de sofrimento?(As dificuldades da sua vida ou daqueles a quem você têm afetado a sua crença em Deus?)
6.Você me permitiria explicar qual é a essência da fé cristã?
7.Você se importaria de me dar um retorno sobre onde eu não estou sendo claro, ou sobre aquilo que não faz sentido?

Lembre-se: Essas conversas podem vir a ser o pontapé inicial para começar um Estudo Bíblico para pessoas que buscam conhecer mais do Evangelho!

"Haja o que houver"

Na Romênia, um homem dizia sempre ao filho:
-Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado!
Houve, nesta época um terremoto de grande intensidade. Na hora do tremor o homem, que estava em uma estrada, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho tinha ido para a escola. Correu para lá e a encontrou totalmente destruída. Não restava uma única parede de pé.
Tomado de uma enorme tristeza, ficou ali recordando o filho e sua promessa não cumprida: "Haja o que houver, eu estarei sempre a seu lado". Seu coração estava apertado, e apenas conseguia ver a destruição.
Mentalmente, percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando a mão do filho, o portão, o corredor, as paredes, virava a direita e o via entrar. Mas agora estava tudo destruído. Resolveu então, fazer em cima dos escombros o mesmo trajeto. Portão...Portas... Corredor...Virou a direita...E parou em frente ao que deveria ser a porta da sala em que seu filho estudava. Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe.
Olhava. Tudo destruído. Ficou desolado. Mas continuava a ouvir sua promessa:


-Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado! E ele não esteve quando ele mais precisou...
Começou a cavar com as mãos.
Enquanto fazia aquilo chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo:
-Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém.
Ele retrucava:

- Você vai me ajudar?


Mas ninguém ajudava, e aos poucos, todos se afastavam. Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida.
A única coisa que o homem dizia para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era:

-Você vai me ajudar?
Chegaram os bombeiros, e foi à mesma coisa...
Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos, cinco, 10, 12, 22, 24, 30 horas. Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu:
-Pai... Estou aqui!
Feliz, o homem fazia força para abrir um vão maior e perguntou:
-Tem mais alguém com você?
-Sim, dos 36 da classe, 14 estão comigo, estamos presos em um vão entre dois pilares. Estamos todos bem. Pai, eu falei a eles: vocês podem ficar sossegados, pois meu pai vai nos achar. Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora... Haja o que houver, meu pai estará sempre a meu lado!
-Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco, disse o pai.
-Não Pai! Deixe os outros saírem primeiro... Eu sei que haja o que houver... Você estará me esperando!
(Esta história é verídica).

É assim que Deus faz com cada um de seus filhos. Ele sempre está ao nosso lado nos lembrando o que nos prometeu, de que estaria conosco todos os dias de nossas vidas até que tudo se consumasse.
Você se lembra do que Ele te prometeu?
Como está a sua perseverança? Em que você acredita? E o que vc tem ensinado aos seus filhos?

Melhor é dar do que receber. É mesmo?

Reunião ABU - 17/05/10

“Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘há maior felicidade em dar do que em receber’”. Atos 20:35

Qual foi o melhor presente que você já recebeu em sua vida? Você se lembra? Foi um presente de natal? Aniversário de quinze anos? Ou foi um presente surpresa, dado por um amigo, namorado, o até por um estranho?

Receber presentes nos faz sentir que somos significativos, dignos de atenção e investimentos. Essas são necessidades básicas do ser humano. É fato que elas não são satisfeitas pelo simples fato de ganhar uma ‘coisa’, mas repousam na percepção de que, quem deu, se importa conosco. Quando recebemos um presente, é como ouvir que somos importantes.

Qual foi o melhor presente que você já recebeu em sua vida? Você se lembra? Foi um presente de natal? Aniversário? Foi um presente para sua mãe ou pai, ou um presente para o namorado, esposa querida?

Dar presentes nos faz sentir algo que ainda não consegui delimitar exatamente. Às vezes é uma sensação de alegria. Outras vezes de paz. E às vezes uma sensação de dever cumprido. Dar um presente, mais do que dar uma coisa, significa afirmar, ou reafirmar, o valor de quem o recebe. Quando damos um presente, é como dizermos que outra pessoa é importante.

Nesse trecho do livro de Atos, o apóstolo Paulo reafirma o seu exemplo de trabalho e esforço em prol da pregação do evangelho. Não é um trabalho sem sentido, mas um trabalho árduo porque “devemos ajudar os fracos”. Falar de Jesus é dar a alguém a oportunidade de receber o maior presente de todos, a salvação. Em muitas ocasiões, essas oportunidades serão fruto de trabalho árduo e penoso, cujo resultado pode nada acrescentar a nós diretamente.

Entretanto, quando damos algo , nos aproximamos mais da possibilidade de amar, porque saímos do foco e colocamos outras pessoa no centro. Não é o evangelho “amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”? Talvez possamos dizer, de um modo mais palpável e prático que o evangelho é “dar a Deus acima de todas as coisas e dar ao próximo como daria a mim mesmo”.

Não percamos tempo. Pratiquemos: “há maior felicidade em dar do que em receber”.

Abraços

Rafael Brito (Médico da Prefeitura de Belo Horizonte)

Bem aventurados - Um povo em extinção?


* Por Rafael Brito

O sucesso é um dos grandes valores da nossa época.

Sucesso profissional/financeiro
Sucesso sentimental/familiar
Sucesso ministerial/eclesiástico

Na contramão dos principios atuais, o Senhor Jesus aponta como bem aventurados(bem sucedidos) aqueles que são humildes de Espírito:
Choram
São mansos
Têm fome e sede de justiça
São limpos de coração
são pacificadores
São perseguidos por causa da justiça

Voce consegue imaginar um grande executivo com as características acima?
Finalmente, bem aventurados aqueles quê são caluniados e injuriados por causa de Cristo.
Tornar-se um "perdedor" nos padrões do mundo é o que nos torna "vencedores" nos padrões de Deus.
Caminhar no padrão de sucesso do mundo é tornar-se sal insípido, luz que não ilumina, inútil.

O resultado da graça é retomarmos a nossa caminhada em direção ao sucesso biblíco, que aponta muitas vezes para uma aparente perda imediata. Se Cristo foi o homem mais aventurado de todos, porque ele morreria na cruz?

Que não sejamos um povo em extinção, mas caminhemos em direção a vontade de Deus. Que possamos orar com Davi: Salmo 51:10-13: Cria em mim um coração puro e renova em mim um espírito reto.

Desse modo, seremos bem-aventurados. E como bem-aventurados seremos luz. Uma luz que brilha.

*Dr Rafael Brito - Médico da Prefeitura de BH e mestrando da UFMG

A correria do dia-a-dia e a Bíblia

                                                                                              Definição de Correria:   SUBSTANTIVO ato, proc...