Espero que esse artigo possa ajuda-lo em sua decisão por Jesus Cristo. Que o Senhor abençoe a todos.(sannery)

Cristianismo


Como que uma pessoa se torna cristã? Tendo uma relação pessoal com Deus. A Bíblia diz em João 17:3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.” Quando uma pessoa se torna cristã, começa a mudar como resultado de ouvir o evangelho. A Bíblia diz em Atos 2:37-38 “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.” O fato de tornar-se cristão é uma questão pessoal e pública. A Bíblia diz em Romanos 10:8-10 “Mas que diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé, que pregamos. Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” É importante que uma pessoa entenda que “crer” em Cristo é mais que ter uma opinião.Uma pessoa precisa do Espírito Santo para viver uma vida Cristã. A Bíblia diz em Romanos 8:9 “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.” O Cristianismo anima as pessoas a investigarem de uma forma honesta. A Bíblia diz em Lucas 1:3-4 “Também a mim, depois de haver investido tudo cuidadosamente desde o começo, pareceu-me bem, ó excelentíssimo Teófilo, escrever-te uma narração em ordem, para que conheças plenamente a verdade das coisas em que foste instruído.”(jesusvoltará.com.br)
(Igreja Batista em Diamantina- Brasil)



História da Igreja Batista

A Igreja Batista é uma denominação Protestante de origem Anglo-Americana. Está presente em quase todos os países do globo, tendo aproximadamente 44 milhões de membros.
Origem

A história academicamente aceita sobre a origem da Igreja Batista é a sua incepção como um grupo de dissidentes ingleses no século XVII. A igreja nasceu quando grupo de refugiados ingleses que foram para a Holanda em busca da liberdade religiosa em 1608, liderados por John Smyth, um clérigo e Thomas Helwys, um advogado, organizaram em Amsterdã, em 1609 uma igreja de doutrina batista.
John Smyth discordava da política e doutrina da Igreja Anglicana e examinando a Bíblia, creu na necessidade de batizar-se por imersão, o que fez e em seguida batizaram os demais fundadores da igreja, constituindo-se assim a primeira igreja organizada.
Depois da morte de John Smyth e da decisão de Thomas Helwys e seus seguidores de regressarem para a Inglaterra, a igreja organizada na Holanda desfez-se e parte dos seus membros uniram-se aos Mennonitas. Thomas Helwys organizou a Igreja Batista em Spitalfields, nos arredores de Londres, em 1612.
A perseguição aos batistas e a outros dissidentes ingleses, fez com que muitos emigrassem. O mais famoso foi John Bunyan, que escreveu sua obra-prima O Peregrino enquanto estava preso.
Nos Estados Unidos a Igreja Batista nasceu através de Roger Williams, que organizou a Primeira Igreja Batista de Providence em 1639, na colônia que ele fundou com o nome de Rhode Island, e John Clark que organizou a Igreja Batista de Newport, também em Rhode Island em 1648. Em terras americanas os batistas cresceram principalmente no Sul, onde hoje sua principal denominação, a Convenção Batista do Sul, conta com quase 15 milhões de membros.
Existem ainda outras teorias sobre a origem dos Batistas, mas que são rejeitadas pela historiografia oficial. São elas a teoria de sucessão apostólica e a teoria Anabaptista. Ambas são rejeitadas pelos historiadores batistas Henry C. Vedder e Robert G. Torbet.
A teoria de sucessão apostólica postula que os batistas atuais descendem de João Batista e que a igreja continuou através de uma sucessão de igrejas (ou grupos) que batizavam apenas adultos, como os montanistas, novacianos, donatistas, paulícianos, bogomilos, albigenses e cátaros, valdenses e anabatistas. Os Batistas Landmarkistas utilizam este ponto de vista para se auto-proclamar única igreja verdadeira.
Essa teoria apresenta alguns problemas, como o fato que grupos como bogomilos e cátaros seguiam doutrinas gnósticas e o gnosticismo é contrário às doutrinas batistas de hoje. Também, alguns desses grupos que sobrevivem até o presente, igrejas como a dos valdenses (que desde a Reforma é uma denominação Calvinista) ou dos paulicianos, não se identificam com os batistas.
A teoria anabatista é aquela que afirma que os batistas descendem dos anabatistas, que pregaram sua mensagem no período da Reforma Protestante. O evento mais citado para apoiar essa teoria foi o contato que John Smyth e Thomas Helwys com os menonitas na Holanda. Todavia, além de em 1624 as cinco igrejas batistas existentes em Londres terem publicado um anátema contra as doutrinas anabatistas, também os Anabatistas modernos rejeitam ser denominados Batistas e há pouca relação entre os dois grupos.


Ambos grupos possuem algumas similiaridades:

Crença no Batismo adulto e voluntário;
Visão do Batismo e da Santa Ceia como símbolos;
Separação da Igreja e Estado.

Existem algumas diferenças entre os Batistas e os Anabatistas modernos (por exemplo, os Mennonitas):

Os Anabatistas normalmente praticam o Batismo adulto por infusão e não por imersão como os Batistas;
Os Anabatistas são pacifistas extremos e recusam a jurar;
Os Anabatistas crêem em uma doutrina semi-nestoriana sobre a Natureza de Cristo, que não recebeu nenhuma parte humana de Maria;
Os Anabatistas enfatizam a vida comunal enquanto os Batistas a Liberdade Individual;
Os Anabatistas recusam a participar do Estado, enquanto os Batistas podem ser funcionários públicos, prestar serviço militar, possuir cargos políticos;
Os Anabatistas creêm em um estado de sono da alma entre a morte e a ressurreição;
Os Anabatistas creêm no Livre-Arbítrio, enquanto os Batistas tendem ao Calvinismo ou ao Arminianismo, em matéria de Salvação;
Expansão Mundial

Em 1791, um jovem pastor inglês chamado William Carey criou a Sociedade de Missões no Estrangeiro, para dar suporte no envio de missionários, sendo a Índia o primeiro campo missionário.
A Igreja Congregacional Americana enviou Adoniram e Ana Judson em 1812, para evangelizar a Índia, com destino a Calcutá. O casal encontrou-se com o missionário Batista William Carey e seu grupo de pastores, e aceitou a doutrina de imersão dos Batistas e foram batizados pelo Pastor William Ward. Outro missionário Congregacional, também enviado a Índia, Luther Rice tornou-se Batista. Os Judsons permaneceram na Birmânia, atual Myanmar, e Luther Rice voltou aos Estados Unidos para mobilizar os Batistas para a obra missionária. Consequentemente em maio de 1814, foi funda uma Convenção em Filadélfia com o nome de "Convenção Geral da Denominação Batista nos Estados Unidos para Missões no Estrangeiro". Desde então missionários batistas foram enviados à América Latina, África, Ásia e Europa.

Batistas no Brasil
Em 1860 Thomas Jefferson Bowen, missionário enviado ao Brasil pela Junta de Richmond, associação de igrejas batistas do Sul dos Estados Unidos, aportou na cidade do Rio de Janeiro. Bowen havia sido missionário na África e pregava para os escravos, já que conhecia a língua iorubá. Porém foi impedido pelas autoridades de propagar a doutrina Batista no Brasil e Bowen acabou ficando no Brasil por apenas nove meses.
A Guerra Civil Americana (1859-1865), entre os estados do Norte e do Sul dos EUA, fez que milhares de imigrantes sulistas americanos viessem para o Brasil, estabelecendo-se principalmente em Santa Bárbara D'Oeste, Piracicaba e Americana, no interior paulista.
Em 1882 foi organizada a Primeira Igreja Batista de Salvador, com objetivo de evangelizar os brasileiros, pelos casais de missionários batistas norte-americanos, Willian Buck Bagby e Anne Luther Bagby; Zacharias Clay Taylor, Kate Stevens Crawford Taylor, e auxiliados pelo ex-padre Antonio Teixeira de Albuquerque, batizado em Santa Bárbara D'Oeste.
Em 1907 foi realizada em Salvador a primeira Convenção Batista Brasileira cujo presidente foi Francisco Fulgêncio Soren. Já nesta convenção foi tratado o assunto do trabalho missionário, discutindo-se o envio de missionário para Portugal, Chile e África. A Unidade foi rompida na década de 50, com surgimento de grupos batistas de aspectos pentecostais e de grupos conservadores.
Hoje, a Convenção Batista Brasileira possui 800.000 fiéis, servidos por 5.890 Pastores, atuando em 5.554 Templos. E já existem várias outras convenções batistas no Brasil e o número das igrejas autônomas e independentes já é maior que as filiadas à CBB. Determinadas convenções agregam os pentecostais e outras os neopentecostais.
Na área da Educação Teológico-ministerial, três são os seminários oficiais Batistas: o Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (Recife, PE), o primeiro a ser organizado; o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, (Rio de Janeiro, RJ), e o Seminário Teológico Batista Equatorial (Belém, PA). Todos oferecem cursos de graduação (Bacharelado) e pós-graduação (Mestrado). Os dois primeiros oferecem Doutorado em Teologia.
A Convenção Batista Nacional nasceu em 1958 quando alguns batistas receberam o batismo pentecostal em Belo Horizonte. Em 1967, o Pr. Enéas Tognini organizou a CBN (Convenção Batista Nacional), reunindo 60 igrejas. Grande parte destas igrejas denominam-se "Batistas Renovados". Hoje, a CBN, segundo o IBGE, conta com 1479 Igrejas organizadas, 1208 congregações ou missões, e 290.827 membros espalhados pelo Brasil (Dados de 2003).
As Igrejas Batistas Independentes no Brasil têm a sua origem no trabalho da Missão de Örebro, um movimento Pentecostal-Batista na Suécia e Noruega. O missionário Erik Jansson veio em 1912 para atender colonos suecos residentes no município de Guarani, Rio Grande do Sul, mais tarde espalharam-se por outros estados.
A partir da década de 1930 surgiram grupos de cunho mais conservador, como a Igreja Batista Conservadora, a Igreja Batista Bíblica e a Igreja Batista Regular.
No final da década de 1990 surgiram grupos batistas que praticam reuniões domésticas, chamados de "igreja em células", conhecida como G12 ou M12, com características neopentecostais. Os exemplos mais famosos são o Ministério Internacional da Restauração (MIR), liderado por Renê Terra Nova, com sede em Manaus, clamando ter mais de 80.000 membros e a Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte, clamando ter mais de 40.000 membros, difundida principalmente através de sua banda Diante do Trono.
Existe ainda a Igreja Batista do Sétimo Dia, cuja diferença em relação aos outros batistas está na guarda do sábado.
O SBTe, mantém convênio com a Convenção das: Igrejas Batistas Pentecostal do Brasil e Exterior - CBPB e Igrejas Batistas Tradicionais do Brasil e do Exterior - CIBBE, e, está credenciado a ministrar Curso para Formação de Pastor e os demais relacionados, visto que é um seminário interdenominacional onde não se discute usos e costumes, apenas divulga e ensina a sã doutrina e como crescer a igreja.
Os batistas pentecostais têm crescido muito, principalmente em países do terceiro mundo, visto que procura apresentar uma dinâmica avançada de terapia psicológica, além de soluções de curas e libertação espiritual.

Batistas em Portugal
Em Portugal os Batistas estão presentes desde o século XIX, quando missionários e expatriados britânicos fundaram a igreja no país.
Estão agrupados na Associação das Igrejas Batistas Portuguesas (19 igrejas); Convenção Baptista Portuguesa]] (90 igrejas); Igrejas Batistas do Carreiro (12 igrejas); Igrejas Batistas Independentes (grupo pentecostal-batista escandinavo, 3 igrejas) e outras congregações independentes.
Batistas em outros países de fala Portuguesa(Dados de 2004)
Igreja Evangélica Baptista de Angola - 300 congregações com 90,000 membros.
Convenção Baptista de Angola - 315 congregações com 31,000 membros.
Igreja Baptista Livre em Angola - 45 congregações com 17,123 membros.
Associação Baptista de Macau - 6 congregações com 750 membros. Convenção Baptista de Moçambique - 78 congregações com 25,000 membros.

Doutrina
Doutrinariamente, os Batistas possuem algumas particularidades:
Crença no Batismo Adulto por imersão - assim como os Anabatistas eles crêem que o batismo seja uma ordenança para as pessoas adultas (ordenança, para os batistas, é diferente de sacramento: deve ser obedecida, mas é apenas ato simbólico e não obrigatório para salvação), que deve ser respeitada a menos que o indivíduo não tenha oportunidade de ser batizado. A diferença em relação aos Anabatistas, é que os Batistas praticam o batismo por imersão.
Separação entre Igreja e Estado - antes mesmo do Iluminismo, já havia a consciência da separação entre Igreja e Estado entre os batistas.
Liberdade de Consciência do Indivíduo - o crente deve escolher por sua própria consciência a servir a Deus, e não por pressão estatal ou de Igreja Estabelecida.
Autonomia das Igrejas locais - como os Batistas originaram do Congregacionalismo, enfatizam a autonomia total das comunidades locais, que podem agrupar-se em convenções. A exceção são os Batistas Reformados, que originaram do Presbiterianismo e dos Batistas Episcopais, que surgiram de missões anglicanas no Zaire.

Batistas Famosos

Pastores:Billy Graham, Martin Luther King, C. H. Spurgeon, John Bunyan
Celebridades: Johnny Cash, John Grisham, Jéssica Simpson
Presidentes:Warren G. Harding, Harry S. Truman, Jimmy Carter, Bill Clinton
Outros: John Davison Rockefeller, Magnata de petróleo Norte-Americano, Filantropo.
(Fonte: Convenção Batista Internacional)

A vida e tudo que nela acontece é um milagre de Deus



Reencontro
(Crônica)


Miami, Los Angeles e Nova York são as três cidades dos Estados Unidos para onde aflui o maior número de judeus, tanto como turistas quanto como imigrantes. Pittsburgh, na Pensilvânia, por outro lado, nunca deu provas de ser um destino importante para os israelenses e o hebraico certamente não é a língua franca de judeus lá enraizados. Por isso, Eric Blaustein afiou seus ouvidos, em setembro de 2000, véspera de Rosh Hashaná, quando ouviu o hebraico, perto de sua sinagoga, em Monte Líbano, um subúrbio de Pittsburgh.
Edição 46- setembro de 2004
Em Nova York, seria comum ouvir alguém falar hebraico, mas não em Pittsburgh. Nostálgico, ao ouvir o idioma que antes dominava tão bem, Eric, com prazer e incapaz de controlar a curiosidade, aproximou-se do grupo que falava hebraico. Quem eram eles, queria saber, e o que faziam em Pittsburgh?
"Minha empresa acabou de me transferir", um jovem do grupo explicou. "E, naturalmente, minha família veio comigo", disse, apresentando a esposa e os filhos. Em seguida, apontou para um casal mais velho, a seu lado. "Estes são meus pais. Não moram aqui, mas vieram visitar-nos para as Grandes Festas".
Eric sentiu-se imediatamente atraído pelo pai, um homem da mesma idade que ele, e logo iniciou uma conversa, entrecortada por seu hebraico hesitante. O homem estava visivelmente impressionado, apesar da pouca fluência de Eric.
"Onde você aprendeu a falar hebraico", o israelense perguntou, agradavelmente surpreso.
"Sou sobrevivente dos campos de concentração", respondeu Blaustein, de origem alemã. "Fui para Israel na guerra e, em 1948, lutei como soldado voluntário durante a Guerra de Independência de Israel. Servi na 12ª Brigada, no 7º Regimento".
O israelense olhou para Blaustein com interesse redobrado. "Sei que foi há muito tempo, mas por acaso você esteve na 2ª Companhia?"
"Estive, sim", disse Blaustein.
Uma variedade de emoções, que Eric não conseguia decifrar, passaram pelo rosto do israelense: "Você estava no 3º Pelotão? Por acaso, era 2º tenente?"
Blaustein confirmou, surpreso e sem entender como o homem sabia aquilo tudo.
"Sua unidade só tinha um tenente?", continuou o israelense.
"Mas como você sabe isto?", perguntou Blaustein, cada vez mais estarrecido.
"Porque estou à sua procura há 52 anos", gritou o israelense, agarrando a mão de Eric e apertando-a com vigor. "Você se lembra dos Comandos franceses? Você salvou a minha vida!"
Haviam-se passado 52 anos, mas a memória continuava tão viva como se fosse ontem. Em um flashback, Eric reviveu tudo: o Neguev, a unidade de frente israelense formada de voluntários franceses sob fogo egípcio, a falta de munições... seu próprio pelotão sendo chamado para salvar os soldados capturados na linha de fogo. E então apareceu aquele soldado ferido e ele o carregara nas costas... Após tomar as providências para que fosse medicado, Eric teve de ir embora, ignorando o nome e destino do homem. Mas ele não foi facilmente esquecido pela vítima, que gravou em sua memória as insígnias do 2º tenente.
Havia esperado, a vida toda para encontrar o homem que salvara sua vida: "Pensar que eu teria que vir até Pittsburgh para reencontrá-lo!"Eric, incrédulo, respondeu: "E eu nem devia estar aqui, esta noite, pois todo Rosh Hashaná, minha esposa e eu vamos para Chicago visitar nossa filha, cujo marido é rabino e, naturalmente, nesta época não pode deixar sua congregação. É praticamente uma tradição - nós o fazemos todos os anos".Mas este ano, incompreensivelmente, ele e a esposa haviam subitamente decidido passar as Grandes Festas em casa.
Os dois homens se sentiam tocados por um milagre. O israelense estava empolgado em poder finalmente agradecer a seu benfeitor e, Blaustein, emocionado por encontrar o homem que milagrosamente salvara, há tantos anos, e ainda mais, em conhecer seu filho e netos. Três gerações encontravam-se postadas à sua frente, testemunhando o impacto de um único ato, 52 anos atrás.
Era uma forma maravilhosa de começar o Ano Novo!
Fonte: Halberstam, Yitta e Leventhal, Judith,Small Miracles for the Jewish Heart(Morashá)

A Bíblia


Os famosos amotinados que afundaram o navio inglês Bounty acabaram se envolvendo com mulheres nativas na solitária ilha de Pitcairn, no Sul do Pacífico. O grupo se constituía de nove marinheiros ingleses, seis homens e dez mulheres provenientes do Taiti, e uma garota de quinze anos. Um dos marinheiros descobriu como destilar álcool, e logo a bebedeira corrompeu a colônia da ilha. Em disputas entre si, os homens e as mulheres daquele lugar se envolveram em lutas muito violentas.
Depois de algum tempo, apenas um dos marinheiros originais que chegaram até a ilha sobreviveu. Esse homem, Alexandre Smith, descobriu uma Bíblia num dos baús provenientes do navio. Ele começou a lê-la e ensinou aos outros o que estava contido ali. Ao fazer isso, sua própria vida foi transformada, e acabou modificando a vida de todos naquela ilha.
Os habitantes daquela ilha ficaram completamente isolados do mundo exterior até a chegada do navio americano Topaz, em 1808. A tripulação desse navio encontrou na ilha uma comunidade muito próspera e bem sucedida, sem presença de uísque, prisão, ou crime. A Bíblia transformou a ilha de um inferno num céu, exemplificando o que Deus queria que o mundo fosse. E assim continua até hoje.
Será que Deus ainda fala às pessoas através das páginas da Bíblia? Ele certamente o faz. Enquanto escrevo isso, estou olhando para uma folha de respostas enviada a nós por um aluno de um dos nossos cursos bíblicos postais. Um recado escrito ao final diz: "Estou na prisão, no corredor da morte, sentenciado a morrer por um crime que cometi. Antes de começar a estudar a Bíblia, eu estava perdido. Mas agora, eu tenho algo a esperar do futuro, e encontrei um novo amor".
A Bíblia possui um poder que pode verdadeiramente transformar a vida das pessoas. Quando as pessoas sinceramente começam a estudar a Bíblia, as vidas são inevitavelmente transformadas.

(Pesquisa no site Jesusvoltara)

Versículo para meditação

Gênesis 4:7 - Critério de Deus

Se procederes bem, não é certo que será aceito? Se todavia procederes mal, eis que o pecado jaz a porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.

Sabedoria de Caubói



Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das Tuas asas. Salmo 17:8.
Carlos é caubói. Aos 74 anos, ainda é alto e magricela, com pele bronzeada. Sempre cavalheiro, raramente fala, e com voz baixa encerra todas as respostas com "senhora" ou "senhor". Passou a vida andando a cavalo e reunindo o gado. Agora sofre de problemas pulmonares e cardíacos causados pelos anos de incontáveis cigarros fumados.
Carlos machucou gravemente sua perna esquerda e precisa de curativos diários para o ferimento. Não consegue fazer isso sozinho e assim, durante as últimas quatro semanas, tenho trocado seu curativo quase a cada dia. O procedimento é complicado e às vezes doloroso. Carlos suporta com paciência o que precisa ser feito, enquanto eu converso para manter a mente dele ocupada. Às vezes, durante a troca do curativo, a dor é evidente nos seus olhos ou pelo retesamento de seus braços ou pernas. Desculpo-me gentilmente, e faço uma pausa por breves momentos até que Carlos diga: "Tudo bem, senhora."
No fim de cada visita, aperto sua mão e lhe digo que foi um prazer vê-lo. Carlos sempre balança a cabeça e diz: "Muito obrigado, senhora." Isto é, até a última sexta-feira. Naquele dia, quando coloquei a mão na maçaneta da porta para sair, Carlos disse devagar: "O seu marido tem orgulho da senhora?" Enquanto fiquei ali parada tentando decidir como responder a uma pergunta como aquela, ele acrescentou em voz baixa: "Deveria ter."
Alguma vez você já disse a alguém da sua família ou do seu círculo de amigos que você se orgulha deles? Que eles estão fazendo bem alguma coisa? Já se sentiu como se ninguém tivesse motivo para orgulhar-se de você? Já passou por dias em que se sente totalmente inútil? Expressa gratidão às pessoas pelo que fazem por você? Não se esqueça jamais de que existe Alguém que tem um orgulho incrível de você. Não importa o que tenha feito (ou não tenha), você ainda é a menina dos olhos de Deus! Ele ama você mais do que a própria vida. Delicie-se na refulgência do Seu amor!
Susan Wooley

Que vontade de chorar...

Era uma manhã fresca e transparente de primavera. Parei o carro na luz vermelha do semáforo. Olhei para o lado – e lá estava ela, menina, dez anos, não mais. O seu rosto era redondo, corado e sorria para mim. “O senhor compra um pacotinho de balas de goma? Faz tempo que o senhor não compra...” Sorri para ela, dei-lhe uma nota de um real e ela me deu o pacotinho de balas. Ela ficou feliz. Aí a luz ficou verde e eu acelerei o carro, não queria que ela percebesse que meus olhos tinham ficado repentinamente úmidos.Quando eu era menino, lá na roça, havia uma mata fechada. Os grandes, malvados, para me fazer sofrer, diziam que na mata morava um menino como eu. “Quer ver?”, eles perguntavam. E gritavam: “Ô menino!” E da mata vinha uma voz: “Ô menino!” Eu não sabia que era um eco. E acreditava. Nas noites frias, na cama, eu sofria, pensando no menino, sozinho, na mata escura. Onde estaria dormindo? Teria cobertores? Os seus pais, onde estariam? Será que eles o haviam abandonado? É possível que os pais abandonem os filhos?Sim, é possível. João e Maria, abandonados sozinhos na floresta. Os seus pais os deixaram lá para serem devorados pelas feras. Diz a estória que eles fizeram isso porque já não tinham mais comida para eles mesmos. Será que os pais, por não terem o que comer, abandonam os filhos? Será por isso que as crianças são vistas freqüentemente na floresta vendendo balas de goma? Será que havia balas de goma na cesta que Chapeuzinho Vermelho levava para a avó? Será que a mãe de Chapeuzinho queria que ela fosse devorada pelo lobo? Essa é a única explicação para o fato de que ela, mãe, enviou a menina sozinha numa floresta onde um lobo estava à espera.Num dos contos de Andersen uma menininha vendia fósforos de noite na rua (se fosse aqui estaria num semáforo), enquanto a neve caía. Mas ninguém comprava. Ninguém estava precisando de fósforos. Por que uma menininha estaria vendendo fósforos numa noite fria? Não deveria estar em casa, com os pais? Talvez não tivesse pais. Fico a pensar nas razões que teriam levado Andersen a escolher caixas de fósforos como a coisa que a menininha estava a vender, sem que ninguém comprasse. Acho que é porque uma caixa de fósforos simboliza calor. Dentro de uma caixa de fósforos estão, sob a forma de sonhos, um fogão aceso, uma panela de sopa, um quarto aquecido... Ao pedir que lhe comprassem uma caixa de fósforos numa noite fria a menininha estava pedindo que lhe dessem um lar aquecido. Lar é um lugar quente. Pois, se você não sabe, consulte o Aurélio. E ele vai lhe dizer que o primeiro sentido de “lar” é “o lugar da cozinha onde se acende o fogo.” De manhã a menininha estava morta na neve, com a caixa de fósforos na mão. Fria. Não encontrou um lar.Um supermercado é uma celebração de abundância. No estacionamento as famílias enchem os porta-malas dos seus carros com coisas boas de se comer. “Graças a Deus!”, eles dizem. Do lado de fora, os famintos, que os guardas não deixam entrar. Se entrassem no estacionamento a celebração seria perturbada. “Dona, me dá uns trocados?” O menino estava do lado de fora. Rosto encostado na grade, o braço esticado para dentro do espaço proibido, na direção da mulher. A mulher tirou um real da bolsa e lhe deu. Mas esse gesto não a tranqüilizou. Queria saber um pouco mais sobre o menino. Puxou prosa. “Para que você quer o dinheiro?” perguntou. “Prá voltar prá onde eu durmo.” “E onde é a sua casa?” “Não vou voltar prá casa. Eu não moro em casa. Eu durmo na rua. Fugi da minha casa por causa do meu pai...”Em muitas estórias o pai é pintado como um gigante horrendo que devora as crianças. Na estória do “João e o pé de feijão” ele é um ogro que mora longe, muito alto, nas nuvens, onde goza sozinho os prazeres da galinha dos ovos de ouro e da harpa encantada. Mãe e filho, lá embaixo, morrem de fome. Por vezes as crianças estão mais abandonadas com os pais que longe deles. Como aconteceu com a Gata Borralheira. Seu lar estava longe da mãe-madrasta e das irmãs: como uma gata, o borralho do fogão era o único lugar onde encontrava calor.E comecei a pensar nas crianças que, para comer, fazem ponto nos semáforos, vendendo balas de goma, chocolate bis, biju. Ou distribuindo folhetos... Ah! Os inúteis folhetos que ninguém lê e ninguém quer e que serão amassados e jogados fora. O impulso é fechar o vidro e olhar para a criança com olhar indiferente – como se ela não existisse. Mas eu não agüento. Imagino o sofrimento da criança. Abro o vidro, recebo o papel, agradeço e ainda pergunto o nome. Depois, discretamente, amasso o papel e ponho no lixinho...E há também os adolescentes que querem limpar o pára-brisa do carro por uma moeda. Já sou amigo da “turma” que trabalha no cruzamento da avenida Brasil com a avenida Orozimbo Maia. Um deles, o Pelé, tem inteligência e humor para ser um “relações públicas”...Lembro-me de um menino que encontrei no aeroporto de Guarapuava. No seu rosto, mistura de timidez e esperança. “O senhor compra um salgadinho para me ajudar?” Ficamos amigos e depois descobrimos que a mulher para quem ele vendia os salgadinhos o enganava na hora do pagamento...Um outro, no aeroporto de Viracopos, era engraxate. O pai sofrera um acidente e não podia trabalhar. Tinha de ganhar R$ 20.00. Mas só podia trabalhar enquanto o engraxate adulto, de cadeira cativa, não chegava. Tinha, portanto, de trabalhar rápido. Tivemos um longa conversa sobre a vida que me deixou encantado com o seu caráter e inteligência – ao ponto de ele delicadamente me repreender por um juízo descuidado que emiti, pelo que me desculpei.E me lembrei das meninas e meninos ainda mais abandonados que nada têm para vender e que, à noitinha, nos semáforos (onde serão suas casas?), pedem uma moedinha...Houve uma autoridade que determinou que as crianças fossem retiradas da rua e devolvidas aos seus lares. Ela não sabia que, se as crianças estão nas ruas, é porque as ruas são o seu lar. Nos semáforos, de vez em quando, elas encontram olhares amigos.Os especialistas no assunto já me disseram que não se deve ajudar pessoas nos semáforos, pois isso é incentivar a malandragem e a mendicância. Mas me diga: o que vou dizer àquela criança que me olha e pede: “Compre, por favor...”? Vou lhe dizer que já contribuo para uma instituição legalmente credenciada? Me diga: o que é que eu faço com o olhar dela?Minhas divagações me fizeram voltar ao Irmãos Karamazóvi, de Dostoiévski. Um dos seus trechos mais pungentes é uma descrição que faz Ivan, ateu, a seu irmão Alioscha, monge, da crueldade de um pai e uma mãe para com a sua filhinha. “Espancavam-na, chicoteavam-na, espisoteavam-na, sem mesmo saber por que o faziam. O pobre corpinho vivia coberto de equimoses. Chegaram depois aos requintes supremos: durante um frio glacial, encerraram-na a noite inteira na privada sob o pretexto de que a pequena não pedia para se levantar à noite (como se um criança de cinco anos, dormindo o seu sono de anjo, pudesse sempre pedir a tempo para sair!). Como castigo, maculavam-lhe o rosto com os próprios excrementos e a obrigavam a comê-los. E era a mãe que fazia isso – a mãe! Imagina essa criaturinha, incapaz de compreender o que lhe acontecia, e que no frio, na escuridão e no mau cheiro, bate com os punhos minúsculos no peito, e chora lágrimas de sangue, inocentes e mansas, pedindo a ‘Deus que a acuda’. Todo o universo do conhecimento não vale o pranto dessa criança suplicando a ajuda de Deus.”Num parágrafo mais tranqüilo o starets Zossima medita “Passas por uma criancinha: passas irritado, com más palavras na boca, a alma cheia de cólera; talvez tu próprio não avistasses aquela criança; mas ela te viu, e quem sabe se tua imagem ímpia e feia não se gravou no seu coração indefeso! Talvez o ignores, mas quem sabe se já disseminaste na sua alminha uma semente má que germinará! Meus amigos: pedi a Deus alegria! Sede alegres com as crianças, como os pássaros do céu.”Quando essas imagens começaram a aparecer na minha imaginação comecei a ouvir (essas músicas que ficam tocando, tocando, na cabeça...) sem que a tivesse chamado aquela canção “Gente humilde”, letra do Vinícius, música do Chico. “Tem certos dias em que eu penso em minha gente e sinto assim todo o meu peito se apertar...” Pelo meio o Vinícius conta da sua comoção ao ver “as casas simples com cadeiras nas calçadas e na fachada escrito em cima que é um lar”. Termina, então, dizendo: “E aí me dá uma tristeza no meu peito feito um despeito de eu não ter como lutar. E eu que não creio peço a Deus por minha gente. É gente humilde. Que vontade de chorar.”Se fosse hoje o Vinícius não teria vontade de chorar. Ele riria de felicidade ao ver as cadeiras nas calçadas e as fachadas escrito em cima que é um lar... Vontade de chorar ele teria vendo essa multidão de crianças abandonadas, entregues ou à indiferença ou à maldade dos adultos: “E aí me dá uma tristeza no meu peito feito um despeito de eu não saber como lutar...” Só me restam meu inútil sorriso, minhas inúteis palavras, meu inútil Real por um pacotinho de balas de goma...1. Se dependesse de mim, nas escolas onde se formam os professores haveria cursos de “Como amar uma criança”. E a pergunta decisiva a todos os que pretendessem ser professores seria: “Você ama as crianças?” Essa é a primeira condição. Quem não ama uma criança não tem o direito de ser professor – ainda que tenha todas a teorias na cabeça.2. “Nosso mais forte elo com a vida é o franco e radiante sorriso de uma criança”: Janusz Korczak. Janusz Korczak foi um educador polonês que morreu com as crianças judias de sua escola. Tendo lhe sido oferecida a possibilidade de liberdade, escolheu entrar com elas na câmara de gás de Treblinka.(Correio Popular, Caderno C, 14/10/2001.)

A correria do dia-a-dia e a Bíblia

                                                                                              Definição de Correria:   SUBSTANTIVO ato, proc...