A vida e tudo que nela acontece é um milagre de Deus



Reencontro
(Crônica)


Miami, Los Angeles e Nova York são as três cidades dos Estados Unidos para onde aflui o maior número de judeus, tanto como turistas quanto como imigrantes. Pittsburgh, na Pensilvânia, por outro lado, nunca deu provas de ser um destino importante para os israelenses e o hebraico certamente não é a língua franca de judeus lá enraizados. Por isso, Eric Blaustein afiou seus ouvidos, em setembro de 2000, véspera de Rosh Hashaná, quando ouviu o hebraico, perto de sua sinagoga, em Monte Líbano, um subúrbio de Pittsburgh.
Edição 46- setembro de 2004
Em Nova York, seria comum ouvir alguém falar hebraico, mas não em Pittsburgh. Nostálgico, ao ouvir o idioma que antes dominava tão bem, Eric, com prazer e incapaz de controlar a curiosidade, aproximou-se do grupo que falava hebraico. Quem eram eles, queria saber, e o que faziam em Pittsburgh?
"Minha empresa acabou de me transferir", um jovem do grupo explicou. "E, naturalmente, minha família veio comigo", disse, apresentando a esposa e os filhos. Em seguida, apontou para um casal mais velho, a seu lado. "Estes são meus pais. Não moram aqui, mas vieram visitar-nos para as Grandes Festas".
Eric sentiu-se imediatamente atraído pelo pai, um homem da mesma idade que ele, e logo iniciou uma conversa, entrecortada por seu hebraico hesitante. O homem estava visivelmente impressionado, apesar da pouca fluência de Eric.
"Onde você aprendeu a falar hebraico", o israelense perguntou, agradavelmente surpreso.
"Sou sobrevivente dos campos de concentração", respondeu Blaustein, de origem alemã. "Fui para Israel na guerra e, em 1948, lutei como soldado voluntário durante a Guerra de Independência de Israel. Servi na 12ª Brigada, no 7º Regimento".
O israelense olhou para Blaustein com interesse redobrado. "Sei que foi há muito tempo, mas por acaso você esteve na 2ª Companhia?"
"Estive, sim", disse Blaustein.
Uma variedade de emoções, que Eric não conseguia decifrar, passaram pelo rosto do israelense: "Você estava no 3º Pelotão? Por acaso, era 2º tenente?"
Blaustein confirmou, surpreso e sem entender como o homem sabia aquilo tudo.
"Sua unidade só tinha um tenente?", continuou o israelense.
"Mas como você sabe isto?", perguntou Blaustein, cada vez mais estarrecido.
"Porque estou à sua procura há 52 anos", gritou o israelense, agarrando a mão de Eric e apertando-a com vigor. "Você se lembra dos Comandos franceses? Você salvou a minha vida!"
Haviam-se passado 52 anos, mas a memória continuava tão viva como se fosse ontem. Em um flashback, Eric reviveu tudo: o Neguev, a unidade de frente israelense formada de voluntários franceses sob fogo egípcio, a falta de munições... seu próprio pelotão sendo chamado para salvar os soldados capturados na linha de fogo. E então apareceu aquele soldado ferido e ele o carregara nas costas... Após tomar as providências para que fosse medicado, Eric teve de ir embora, ignorando o nome e destino do homem. Mas ele não foi facilmente esquecido pela vítima, que gravou em sua memória as insígnias do 2º tenente.
Havia esperado, a vida toda para encontrar o homem que salvara sua vida: "Pensar que eu teria que vir até Pittsburgh para reencontrá-lo!"Eric, incrédulo, respondeu: "E eu nem devia estar aqui, esta noite, pois todo Rosh Hashaná, minha esposa e eu vamos para Chicago visitar nossa filha, cujo marido é rabino e, naturalmente, nesta época não pode deixar sua congregação. É praticamente uma tradição - nós o fazemos todos os anos".Mas este ano, incompreensivelmente, ele e a esposa haviam subitamente decidido passar as Grandes Festas em casa.
Os dois homens se sentiam tocados por um milagre. O israelense estava empolgado em poder finalmente agradecer a seu benfeitor e, Blaustein, emocionado por encontrar o homem que milagrosamente salvara, há tantos anos, e ainda mais, em conhecer seu filho e netos. Três gerações encontravam-se postadas à sua frente, testemunhando o impacto de um único ato, 52 anos atrás.
Era uma forma maravilhosa de começar o Ano Novo!
Fonte: Halberstam, Yitta e Leventhal, Judith,Small Miracles for the Jewish Heart(Morashá)

A Bíblia


Os famosos amotinados que afundaram o navio inglês Bounty acabaram se envolvendo com mulheres nativas na solitária ilha de Pitcairn, no Sul do Pacífico. O grupo se constituía de nove marinheiros ingleses, seis homens e dez mulheres provenientes do Taiti, e uma garota de quinze anos. Um dos marinheiros descobriu como destilar álcool, e logo a bebedeira corrompeu a colônia da ilha. Em disputas entre si, os homens e as mulheres daquele lugar se envolveram em lutas muito violentas.
Depois de algum tempo, apenas um dos marinheiros originais que chegaram até a ilha sobreviveu. Esse homem, Alexandre Smith, descobriu uma Bíblia num dos baús provenientes do navio. Ele começou a lê-la e ensinou aos outros o que estava contido ali. Ao fazer isso, sua própria vida foi transformada, e acabou modificando a vida de todos naquela ilha.
Os habitantes daquela ilha ficaram completamente isolados do mundo exterior até a chegada do navio americano Topaz, em 1808. A tripulação desse navio encontrou na ilha uma comunidade muito próspera e bem sucedida, sem presença de uísque, prisão, ou crime. A Bíblia transformou a ilha de um inferno num céu, exemplificando o que Deus queria que o mundo fosse. E assim continua até hoje.
Será que Deus ainda fala às pessoas através das páginas da Bíblia? Ele certamente o faz. Enquanto escrevo isso, estou olhando para uma folha de respostas enviada a nós por um aluno de um dos nossos cursos bíblicos postais. Um recado escrito ao final diz: "Estou na prisão, no corredor da morte, sentenciado a morrer por um crime que cometi. Antes de começar a estudar a Bíblia, eu estava perdido. Mas agora, eu tenho algo a esperar do futuro, e encontrei um novo amor".
A Bíblia possui um poder que pode verdadeiramente transformar a vida das pessoas. Quando as pessoas sinceramente começam a estudar a Bíblia, as vidas são inevitavelmente transformadas.

(Pesquisa no site Jesusvoltara)

Versículo para meditação

Gênesis 4:7 - Critério de Deus

Se procederes bem, não é certo que será aceito? Se todavia procederes mal, eis que o pecado jaz a porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.

Sabedoria de Caubói



Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das Tuas asas. Salmo 17:8.
Carlos é caubói. Aos 74 anos, ainda é alto e magricela, com pele bronzeada. Sempre cavalheiro, raramente fala, e com voz baixa encerra todas as respostas com "senhora" ou "senhor". Passou a vida andando a cavalo e reunindo o gado. Agora sofre de problemas pulmonares e cardíacos causados pelos anos de incontáveis cigarros fumados.
Carlos machucou gravemente sua perna esquerda e precisa de curativos diários para o ferimento. Não consegue fazer isso sozinho e assim, durante as últimas quatro semanas, tenho trocado seu curativo quase a cada dia. O procedimento é complicado e às vezes doloroso. Carlos suporta com paciência o que precisa ser feito, enquanto eu converso para manter a mente dele ocupada. Às vezes, durante a troca do curativo, a dor é evidente nos seus olhos ou pelo retesamento de seus braços ou pernas. Desculpo-me gentilmente, e faço uma pausa por breves momentos até que Carlos diga: "Tudo bem, senhora."
No fim de cada visita, aperto sua mão e lhe digo que foi um prazer vê-lo. Carlos sempre balança a cabeça e diz: "Muito obrigado, senhora." Isto é, até a última sexta-feira. Naquele dia, quando coloquei a mão na maçaneta da porta para sair, Carlos disse devagar: "O seu marido tem orgulho da senhora?" Enquanto fiquei ali parada tentando decidir como responder a uma pergunta como aquela, ele acrescentou em voz baixa: "Deveria ter."
Alguma vez você já disse a alguém da sua família ou do seu círculo de amigos que você se orgulha deles? Que eles estão fazendo bem alguma coisa? Já se sentiu como se ninguém tivesse motivo para orgulhar-se de você? Já passou por dias em que se sente totalmente inútil? Expressa gratidão às pessoas pelo que fazem por você? Não se esqueça jamais de que existe Alguém que tem um orgulho incrível de você. Não importa o que tenha feito (ou não tenha), você ainda é a menina dos olhos de Deus! Ele ama você mais do que a própria vida. Delicie-se na refulgência do Seu amor!
Susan Wooley

Que vontade de chorar...

Era uma manhã fresca e transparente de primavera. Parei o carro na luz vermelha do semáforo. Olhei para o lado – e lá estava ela, menina, dez anos, não mais. O seu rosto era redondo, corado e sorria para mim. “O senhor compra um pacotinho de balas de goma? Faz tempo que o senhor não compra...” Sorri para ela, dei-lhe uma nota de um real e ela me deu o pacotinho de balas. Ela ficou feliz. Aí a luz ficou verde e eu acelerei o carro, não queria que ela percebesse que meus olhos tinham ficado repentinamente úmidos.Quando eu era menino, lá na roça, havia uma mata fechada. Os grandes, malvados, para me fazer sofrer, diziam que na mata morava um menino como eu. “Quer ver?”, eles perguntavam. E gritavam: “Ô menino!” E da mata vinha uma voz: “Ô menino!” Eu não sabia que era um eco. E acreditava. Nas noites frias, na cama, eu sofria, pensando no menino, sozinho, na mata escura. Onde estaria dormindo? Teria cobertores? Os seus pais, onde estariam? Será que eles o haviam abandonado? É possível que os pais abandonem os filhos?Sim, é possível. João e Maria, abandonados sozinhos na floresta. Os seus pais os deixaram lá para serem devorados pelas feras. Diz a estória que eles fizeram isso porque já não tinham mais comida para eles mesmos. Será que os pais, por não terem o que comer, abandonam os filhos? Será por isso que as crianças são vistas freqüentemente na floresta vendendo balas de goma? Será que havia balas de goma na cesta que Chapeuzinho Vermelho levava para a avó? Será que a mãe de Chapeuzinho queria que ela fosse devorada pelo lobo? Essa é a única explicação para o fato de que ela, mãe, enviou a menina sozinha numa floresta onde um lobo estava à espera.Num dos contos de Andersen uma menininha vendia fósforos de noite na rua (se fosse aqui estaria num semáforo), enquanto a neve caía. Mas ninguém comprava. Ninguém estava precisando de fósforos. Por que uma menininha estaria vendendo fósforos numa noite fria? Não deveria estar em casa, com os pais? Talvez não tivesse pais. Fico a pensar nas razões que teriam levado Andersen a escolher caixas de fósforos como a coisa que a menininha estava a vender, sem que ninguém comprasse. Acho que é porque uma caixa de fósforos simboliza calor. Dentro de uma caixa de fósforos estão, sob a forma de sonhos, um fogão aceso, uma panela de sopa, um quarto aquecido... Ao pedir que lhe comprassem uma caixa de fósforos numa noite fria a menininha estava pedindo que lhe dessem um lar aquecido. Lar é um lugar quente. Pois, se você não sabe, consulte o Aurélio. E ele vai lhe dizer que o primeiro sentido de “lar” é “o lugar da cozinha onde se acende o fogo.” De manhã a menininha estava morta na neve, com a caixa de fósforos na mão. Fria. Não encontrou um lar.Um supermercado é uma celebração de abundância. No estacionamento as famílias enchem os porta-malas dos seus carros com coisas boas de se comer. “Graças a Deus!”, eles dizem. Do lado de fora, os famintos, que os guardas não deixam entrar. Se entrassem no estacionamento a celebração seria perturbada. “Dona, me dá uns trocados?” O menino estava do lado de fora. Rosto encostado na grade, o braço esticado para dentro do espaço proibido, na direção da mulher. A mulher tirou um real da bolsa e lhe deu. Mas esse gesto não a tranqüilizou. Queria saber um pouco mais sobre o menino. Puxou prosa. “Para que você quer o dinheiro?” perguntou. “Prá voltar prá onde eu durmo.” “E onde é a sua casa?” “Não vou voltar prá casa. Eu não moro em casa. Eu durmo na rua. Fugi da minha casa por causa do meu pai...”Em muitas estórias o pai é pintado como um gigante horrendo que devora as crianças. Na estória do “João e o pé de feijão” ele é um ogro que mora longe, muito alto, nas nuvens, onde goza sozinho os prazeres da galinha dos ovos de ouro e da harpa encantada. Mãe e filho, lá embaixo, morrem de fome. Por vezes as crianças estão mais abandonadas com os pais que longe deles. Como aconteceu com a Gata Borralheira. Seu lar estava longe da mãe-madrasta e das irmãs: como uma gata, o borralho do fogão era o único lugar onde encontrava calor.E comecei a pensar nas crianças que, para comer, fazem ponto nos semáforos, vendendo balas de goma, chocolate bis, biju. Ou distribuindo folhetos... Ah! Os inúteis folhetos que ninguém lê e ninguém quer e que serão amassados e jogados fora. O impulso é fechar o vidro e olhar para a criança com olhar indiferente – como se ela não existisse. Mas eu não agüento. Imagino o sofrimento da criança. Abro o vidro, recebo o papel, agradeço e ainda pergunto o nome. Depois, discretamente, amasso o papel e ponho no lixinho...E há também os adolescentes que querem limpar o pára-brisa do carro por uma moeda. Já sou amigo da “turma” que trabalha no cruzamento da avenida Brasil com a avenida Orozimbo Maia. Um deles, o Pelé, tem inteligência e humor para ser um “relações públicas”...Lembro-me de um menino que encontrei no aeroporto de Guarapuava. No seu rosto, mistura de timidez e esperança. “O senhor compra um salgadinho para me ajudar?” Ficamos amigos e depois descobrimos que a mulher para quem ele vendia os salgadinhos o enganava na hora do pagamento...Um outro, no aeroporto de Viracopos, era engraxate. O pai sofrera um acidente e não podia trabalhar. Tinha de ganhar R$ 20.00. Mas só podia trabalhar enquanto o engraxate adulto, de cadeira cativa, não chegava. Tinha, portanto, de trabalhar rápido. Tivemos um longa conversa sobre a vida que me deixou encantado com o seu caráter e inteligência – ao ponto de ele delicadamente me repreender por um juízo descuidado que emiti, pelo que me desculpei.E me lembrei das meninas e meninos ainda mais abandonados que nada têm para vender e que, à noitinha, nos semáforos (onde serão suas casas?), pedem uma moedinha...Houve uma autoridade que determinou que as crianças fossem retiradas da rua e devolvidas aos seus lares. Ela não sabia que, se as crianças estão nas ruas, é porque as ruas são o seu lar. Nos semáforos, de vez em quando, elas encontram olhares amigos.Os especialistas no assunto já me disseram que não se deve ajudar pessoas nos semáforos, pois isso é incentivar a malandragem e a mendicância. Mas me diga: o que vou dizer àquela criança que me olha e pede: “Compre, por favor...”? Vou lhe dizer que já contribuo para uma instituição legalmente credenciada? Me diga: o que é que eu faço com o olhar dela?Minhas divagações me fizeram voltar ao Irmãos Karamazóvi, de Dostoiévski. Um dos seus trechos mais pungentes é uma descrição que faz Ivan, ateu, a seu irmão Alioscha, monge, da crueldade de um pai e uma mãe para com a sua filhinha. “Espancavam-na, chicoteavam-na, espisoteavam-na, sem mesmo saber por que o faziam. O pobre corpinho vivia coberto de equimoses. Chegaram depois aos requintes supremos: durante um frio glacial, encerraram-na a noite inteira na privada sob o pretexto de que a pequena não pedia para se levantar à noite (como se um criança de cinco anos, dormindo o seu sono de anjo, pudesse sempre pedir a tempo para sair!). Como castigo, maculavam-lhe o rosto com os próprios excrementos e a obrigavam a comê-los. E era a mãe que fazia isso – a mãe! Imagina essa criaturinha, incapaz de compreender o que lhe acontecia, e que no frio, na escuridão e no mau cheiro, bate com os punhos minúsculos no peito, e chora lágrimas de sangue, inocentes e mansas, pedindo a ‘Deus que a acuda’. Todo o universo do conhecimento não vale o pranto dessa criança suplicando a ajuda de Deus.”Num parágrafo mais tranqüilo o starets Zossima medita “Passas por uma criancinha: passas irritado, com más palavras na boca, a alma cheia de cólera; talvez tu próprio não avistasses aquela criança; mas ela te viu, e quem sabe se tua imagem ímpia e feia não se gravou no seu coração indefeso! Talvez o ignores, mas quem sabe se já disseminaste na sua alminha uma semente má que germinará! Meus amigos: pedi a Deus alegria! Sede alegres com as crianças, como os pássaros do céu.”Quando essas imagens começaram a aparecer na minha imaginação comecei a ouvir (essas músicas que ficam tocando, tocando, na cabeça...) sem que a tivesse chamado aquela canção “Gente humilde”, letra do Vinícius, música do Chico. “Tem certos dias em que eu penso em minha gente e sinto assim todo o meu peito se apertar...” Pelo meio o Vinícius conta da sua comoção ao ver “as casas simples com cadeiras nas calçadas e na fachada escrito em cima que é um lar”. Termina, então, dizendo: “E aí me dá uma tristeza no meu peito feito um despeito de eu não ter como lutar. E eu que não creio peço a Deus por minha gente. É gente humilde. Que vontade de chorar.”Se fosse hoje o Vinícius não teria vontade de chorar. Ele riria de felicidade ao ver as cadeiras nas calçadas e as fachadas escrito em cima que é um lar... Vontade de chorar ele teria vendo essa multidão de crianças abandonadas, entregues ou à indiferença ou à maldade dos adultos: “E aí me dá uma tristeza no meu peito feito um despeito de eu não saber como lutar...” Só me restam meu inútil sorriso, minhas inúteis palavras, meu inútil Real por um pacotinho de balas de goma...1. Se dependesse de mim, nas escolas onde se formam os professores haveria cursos de “Como amar uma criança”. E a pergunta decisiva a todos os que pretendessem ser professores seria: “Você ama as crianças?” Essa é a primeira condição. Quem não ama uma criança não tem o direito de ser professor – ainda que tenha todas a teorias na cabeça.2. “Nosso mais forte elo com a vida é o franco e radiante sorriso de uma criança”: Janusz Korczak. Janusz Korczak foi um educador polonês que morreu com as crianças judias de sua escola. Tendo lhe sido oferecida a possibilidade de liberdade, escolheu entrar com elas na câmara de gás de Treblinka.(Correio Popular, Caderno C, 14/10/2001.)
Cartilha ensina pais a proteger crianças contra pedofilia

Camila, que parece ter 10, 11 anos no máximo, posa para a foto à beira da piscina com um sorriso de orelha a orelha. Aline, um pouco mais nova mas igualmente sorridente, aparece de pijama de ursinhos. As amigas Karina, Lígia e Lia jogam bola na praia - "tentam jogar" é uma definição mais apropriada para a cena, já que duas estão estiradas na areia. Essas e tantas outras fotografias postadas na internet não deveriam passar de imagens ingênuas, instantâneos da infância que renderão boas risadas no futuro. Mas, no presente, servem de munição para uma legião de pedófilos que se esconde e prolifera nas páginas da internet.

Há tempos que o mundo virtual perdeu a inocência. Sem dificuldade - e, principalmente, sem legislação clara -, criminosos trocam mensagens e e-mails com fotos de menores em situações supostamente eróticas como se fosse uma coisa normal, banal até. O Orkut, site de relacionamentos com 25 milhões de brasileiros, acabou transformando-se em paraíso desses pedófilos virtuais. Numa comunidade de troca de imagens, além de encontrar as cenas de Camila, Aline, Karina, Lígia e Lia, é possível aprender até uma receita de droga para "desacordar a menina e facilitar o trabalho", como ensina um dos internautas.
Para conscientizar pais e torná-los multiplicadores, a WCF-Brasil lança nesta semana cartilha educativa com dicas e soluções para evitar que meninos e meninas fiquem à mercê dos criminosos na internet. Com uma tiragem inicial de 330 mil exemplares, o livreto Navegar com Segurança será distribuído nas unidades do Sesi/Senai e no Shopping Pátio Higienópolis, na região central de São Paulo. "A cartilha mostra desde explicações básica sobre como funciona a internet até como instalar filtros para evitar que os filhos acessem conteúdo impróprio", conta Ana Maria Drummond. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Quando Deus Mexe nos nossos Planos (Parte 1)

Muitos são os planos do coração do homem, mas é o propósito do Senhor que prevalecerá. Pv 19: 21
Queridos, não há lógica em Deus. Deus não é lógico nem ilógico, mas Deus é alógico. Consulte as páginas da Bíblia faça uma inspeção na vida dos grandes homens da Bíblia e veja se há lógica no caminho em que Deus os conduziu. Inspecione a vida de Abrão, de Jacó,de José, de Davi...etc. e veja: Há lógica no caminho em que Deus os conduziu? Não!! Não há lógica. Em Sua palavra ele nos diz: ...a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.(1 Co 1: 25) Quando Deus quer fazer algo grande na terra, ele quebranta um homem, ou uma mulher. Eu estou fortemente convencido de que: A comunhão mais íntima com Deus advém do sacramento das lágrimas, exatamente como as uvas são esmagadas para a obtenção do vinho e o grão é moído para a feitura do pão. Assim os elementos desse sacramento decorrem das experiências esmagadoras da vida. Das prensas da dor provém o melhor vinho da alma. E os olhos que não verteram lágrimas pouco brilho podem irradiar.Deus não derrama bênçãos na terra por meio de aviões, mas de homens, e homens que foram quebrantados, que tiveram seus planos revirados ,mexidos por Deus. Agora, por que Deus mexe nos nossos planos? Por que Deus transtorna, vira de cabeça para baixo aquilo que achávamos que estava sob controle? Por que Deus faz uma bagunça santa naquilo que para nós era santo,sagrado até divino? Por que Deus muda tudo na vida da gente e a gente as vezes fica boquiaberto diante do que aconteceu? Quando Deus mexe nos nossos planos: 1- É porque ele quer chamar a nossa atenção. Portanto, eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e ali lhe falarei ao coração (Os 2:14) Queridos (as) Deus tem maneiras estranhas de fazer com que sua obra seja levado a cabo. Vejam bem na vida de Moisés. Ele foi colocado num cesto e num rio. O Rio Nilo. Aquele rio tinha tudo de impurezas, crocodilos, uma série de coisas que poderiam tirar a vida de Moisés, mas Deus tinha um plano para ele. Ele vai parar no palácio do Egito, se torna filho da filha de Faraó, e aí, Moisés adquire: bens, conhecimento, poder, posição, influência,tudo. Mas Deus mexe nos planos dele. E consciente de sua identidade hebréia e não egípcia, ele sai abandona o palácio e vai perseguir aquilo que crer ser seu chamado, liderar o povo hebreu. Nessa tentativa ele começa matando um egípcio, aí, no popular, em vez dele se dar bem, ele se dá é mal. E vai parar no deserto, por 40 anos. Ele já tinha 40 anos e agora vai ficar mais 40 anos no deserto. Ouvindo balido por todos os lados. De dia balido, de noite, durante a semana e nos fins de semana também. Era balido na hora do café, no almoço e na janta. Será que Deus não tinha um meio melhor de fazê-lo chegar aonde Ele queria? Sinceramente creio que não. Após estudar o temperamento de Moisés e ver a posição que ele tinha no palácio podemos perceber que Deus tinha que fazer algo extremo, diferente para chamar a atenção de Moisés, afim de que ele viesse estar preparado para a missão que Jeová tinha para ele. O deserto na vida de Moisés foi o mexer de Deus nos planos dele para poder capturar, chamar sua atenção. Quantas vezes Deus está tentando chamar nossa atenção para um projeto especial,para um cuidado,para uma decisão que precisamos tomar e nós não percebemos,estamos muito ocupados conosco mesmos.Com nossos afazeres, ainda que esses afazeres sejam dentro da igreja, ou de uma missão. Aí, Deus tem que agir tragicamente. Quantas vezes tirando a vida de alguém que amamos, deixando falir nosso negócio. Um chefe demitindo, alguém perseguindo no trabalho...um relacionamento acabando e etc.! Ah! se meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos (Sl 81: 13).Logo,queridos,se algumas coisas nos seus planos não estão saindo como você gostaria, é porque Deus quer chamar sua atenção. Não fique zangado com Deus dizendo: Ah, Senhor...estava tudo planejado, ia dar certo, já estava no papo, tudo já era garantido, aquela vaga era minha, aquela situação me era favorável. Por que, por que o Senhor deixou que acontecesse isso? Se você está passando por uma situação assim, de ver seus planos mexidos por Deus, seja sensivel: Deus está querendo chamar sua atenção. Não lamente; não murmure, não fique indignado(a) com Deus, simplesmente preste atenção no que Deus quer falar com você. Para cada dor que devemos suportar; Para cada tristeza, sim, para cada pesar Há um motivo. Para cada falsidade proferida Para cada lágrima vertida Há um motivo. Para cada tristeza e aflição. Para cada milha percorrida em solidão Há um motivo. MAS, se confiarmos em Deus como convém TUDO cooperará para o nosso bem. DEUS conhece o motivo!!

Quando Deus Mexe nos nossos Planos (Parte 2)

Segundo: Quando Deus Mexe nos Nossos Planos: É porque Ele sabe que pode contar com a gente. Eis aqui o meu servo, a quem sustento.; o meu escolhido em quem a minha alma se compraz, pus sobre ele o meu Espirito e ele promulgará o direito para os gentios (...) não desanimará nem se quebrará até que ponha na terra o direito, e as terras do mar aguardarão os seus ensinamentos...(Is 42: 1-4). Se Deus mexeu nos seus planos, a segunda grande razão é porque você é especial para Ele, é porque ele sabe que pode contar com você. Ele sabe que você o ama e a vontade dele é tudo para você. Não importa o que você pense a seu próprio respeito, Deus sabe do seu potencial, Deus sabe que você pode. Ele quer você e não eu, e não outro.Tem coisas que só você pode fazer, eu posso me oferecer para ajudar, mas nunca fazer o que só compete a você, está me acompanhando? Em lugar de começar a preencher a sua lista de desqualificado, de desculpas, de falta de aptidão, como Moisés fez: Disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel..(Ex 3:11).O que lhes direi?...(v.13) Não me crerão...não me ouvirão( Ex 4:1)...Ah! Senhor! eu nunca fui eloquente,nem antes nem depois que falaste comigo, pois tenho lingua presa....Senhor!! o Senhor não vê que sou gago? (Ex 4:10) AH! Senhor! Envia a quem o Senhor tem que enviar, MENOS a mim. (Ex 4: 13). Em lugar de fazer como Moisés fez, diga: Eis-me aqui Senhor, mexe mesmo nos meus planos, na minha vida e usa-me para a tua glória. Dispõe de mim. Eu quero ser usado por ti!!J amais pense que Deus quer acabar com você quando você se vê numa situação difícil, ou quando você está passando por uma crise financeira como nunca e satanás diz: Seu Deus não é dono do ouro e da prata, por que neste momento ele não te dá uns cobres para você sair do buraco? Na palavra dele não está escrito que ele tira do ímpio para dar para o justo, como você está indo à falência e ele não lhe socorre? Não pense que Deus quer acabar com você, que você não tem mais a graça de Deus. Se você não está em pecado, se você tem procurado agradar a Deus, Deus tem mexido nos seus planos porque ele tem algo para você realizar, porque ele sabe que pode contar com você. E olha, está me acompanhando? Quando Deus tem grandes coisas para fazer na terra ele leva um homem ou uma mulher que o ama grandemente ao quebrantamento , a rendição total, a incondicional dependência dele. Se você está passando pelo fogo, ou está sendo colocado na fornalha, lembre-se que o ouro para ser lindo, ser puro, precisa passar pelo fogo a uma alta temperatura. Quanto mais prova Deus te colocar, maior responsabilidade ele vai lhe dar. Lembre-se de José...tinha um sonho e foi parar na cisterna, na prisão, sofreu, foi provado, mas foi aprovado e tornou-se governador do Egito. Lembre-se de Davi, encontre com ele na caverna de adulão, nos vales, nos esconderijos, em fuga, fora do trono, mas ele voltou a reinar e com muito mais experiência, podendo ser muito mais "antropos cardias teos". (homem segundo ocoração de Deus). Deus só prova duramente a quem ele sabe que pode confiar. E Confiar uma grande obra,não é coisa pequena não!!E interessante é que todos queremos o produto do quebrantamento, nunca o processo. Porque o processo é como esticar nossa alma, transformar nosso caráter, moldar nosso temperamento,dá-nos uma personalidade abençoada.E o processo é custoso, leva tempo, dói,fere, leva-nos para desertos existenciais, para vales profundos,para crises internas, para a solitude, para altos momentos de introspecção, mas no fim nos transforma em bênçãos ambulantes, em manancial de graça itinerante, em receptáculos das revelações do Pai,em homens e mulheres amadurecidos.Em gigantes da fé....põe nosso nome na mesma galeria dos grandes homens de hebreus 11 e não no (guiness book) livro dos recordes. Faz pessoas se sentirem atraídas por nós no sentido da graça de Deus, do brilho de Cristo,do poder do Espirito Santo. Deus nos reveste de autoridade, poder e amor. Ainda que agora importa, sendo necessário,que estejais por um pouco contristados com várias provações,para que a PROVA da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em Louvor, e honra e glória na revelação de Jesus Cristo.(1 Pe 1:7) e também: toda correção,no tempo que acontece, não parece de alegria, senão de tristeza, mas DEPOIS,PRODUZ (produto) um fruto pacífico nos que são exercitados por ela. (Hb 12: 11).

Pr. Ray Conceição(Discipulado Sem Fronteiras)

A correria do dia-a-dia e a Bíblia

                                                                                              Definição de Correria:   SUBSTANTIVO ato, proc...